Cenário e Figurino em Três Nomes

Publicado em: 10/05/2011

Um cenário e figurino bem realizados são fundamentais para o êxito de um espetáculo. Por essa razão, o curso de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco conta com profissionais experientes e de reconhecido mérito. O trio pedagógico que atua neste curso é formado pelo coordenador J.C. Serroni, a formadora Telumi Hellen e a artista residente Laura Reis.

 

“É fundamental que os profissionais tenham vivência na área de atuação do curso. A Escola sempre defendeu a ideia de ‘artistas que formam artistas’”, afirma Serroni.

 

O curso visa capacitar jovens interessados no universo profissional da cenografia e do figurino. Nessa qualificação, o aprendiz recebe noções básicas do fazer cenográfico e da indumentária teatral. Com caráter prioritariamente prático, oferece oficinas e articula estágios em teatros, centros culturais, produtoras de TV e agências.

 

J.C. Serroni, arquiteto teatral, cenógrafo, figurinista e também artista plático, é internacionalmente reconhecido e considerado um dos principais cenógrafos do Brasil. Formado em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), foi um dos coordenadores do Departamento de Cenografia da Rádio e TV Cultura e, por mais de uma década, coordenou o Núcleo de Cenografia do CPT – Centro de Pesquisas Teatrais do Sesc-SP. Publicou o livro “Teatros do Brasil” e, atualmente, é coordenador do Espaço Cenográfico de São Paulo, um laboratório permanente de reflexão e pesquisa cenográfica.

 

Serroni já realizou cenografia e figurinos para dezenas de espetáculos teatrais desde o ano de 1976. Entre os seus trabalhos, alguns dos destaques são: “Sonhos de uma Noite de Verão”, “Hamlet”, “Macbeth” e “Rei Lear”, de W. Shakespeare; “A Gaivota”, de Tchecov; “Ópera dos Três Vinténs”, de Bertold Brecht; e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Artur Miller.

 

Para ministrar as aulas do curso, Serroni considera a afinidade um fator essencial. “Procuro convidar para dar aulas profissionais com quem eu tenha uma ligação, não que venham só dar aula. É preciso se envolver com o projeto da Escola.”

 

A formadora do curso, Telumi Hellen, é cenógrafa e figurinista. Formada em Educação Artística pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), tem pós-graduação em Processo de Criação Artística com o Desenvolvimento para a Psicologia da Arte. Sempre em parceria com Serroni, integrou, entre 1987 e 1997, o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), coordenado pelo diretor Antunes Filho. Realizou dezenas de figurinos para espetáculos teatrais e chegou a participar cinco vezes da Quadrienal de Praga. “Conheço o trabalho da Telumi há muito tempo, ela me acompanha há uns 23 anos, desde que começou”, observa Serroni.

 

A artista residente, Laura Reis, é cenógrafa e arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Laura está envolvida com cenografia desde 2004, quando participou da montagem da peça “Frio 36,5 C”, de Arthur Belloni. Também tem passagens pela Quadrienal de Cenografia de Praga e pela Escola de Arquitetura de Grenoble na França.

 

“Outro fator pelo qual é importante ter formadores e artistas que estejam em atividade é dar oportunidades para que os aprendizes possam acompanhar e participar dos seus projetos em andamento”, finaliza Serroni.