Celeiro de Talentos

Publicado em: 19/07/2011

 Nos anos 50, o teatro brasileiro foi revolucionado pela criação do Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, que mudou a forma de se representar. No anos 60, o Teatro de Arena assumiu o papel de dar o choque na cena brasileira, ao colocar no palco o povo brasileiro, assim como o Teatro Oficina, que na mesma década, pelas mãos do diretor José Celso Martinez Corrêa, trouxe o teatro político de Bertold Brecht para a cena nacional.

 

Essas mudanças no teatro se deram a partir da reunião de vários artistas em grupos que representavam seu modo de pensar a vida e a sociedade. O papel do grupo reforçava um pensamento levado aos palcos que criava uma empatia imediata com o público. Dessa forma, no final dos anos 70, surge, no Rio de Janeiro, a trupe do Asdrúbal Trouxe o Trombone, que retratava a juventude carioca – e, consequentemente, a brasileira – em seu modo de vida, seus costumes e seu jeito de falar.

 

Enquanto o despojamento carioca ganhava a cena com a turma de Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, em São Paulo, Naum Alves de Souza e alguns de seus alunos de Artes Plásticas fundavam o Pod Minoga, um grupo que usava o humor irônico e, ao mesmo tempo, ingênuo para chegar a um novo público de teatro. Dessa reunião de amigos, aparecem figuras como Carlos Moreno, Mira Haar e Flávio de Souza.

 

Mas não foi apenas no eixo Rio-São Paulo que os grupos tiveram a força de mudança e renovação. Nos anos 80, surge, em Salvador, a Cia. Baiana de Patifaria, que consegue sair do microcosmo soteropolitano e influenciar o teatro nacional com seu jeito debochado de representar.  

 

Saiba mais sobre esses e outros grupos de teatro na Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro:

 

Asdrúbal Trouxe o Trombone

Cia. Baiana de Patifaria

Pod Minoga

Teatro Brasileiro de Comédia

Teatro de Arena

Teatro Oficina Uzyna Uzona