As Idas e Vindas da Arte

Publicado em: 12/07/2011

Idas e vindas sempre fizeram parte da vida de Guilherme Catofaroni Guedes, aprendiz de Cenografia e Figurino do Módulo Verde da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Arte do Palco. No entanto, a motivação para que elas existissem sempre foi a mesma: a arte.

 

Nascido em Itatiba, cidade do interior de São Paulo onde morou até os 19 anos, é fácil compreender a razão pela qual Guedes escolheu seguir na área artística. “Passava a maior parte do tempo desenhando e pintando, inventando ‘expedições’ em construções abandonadas e brincando de imitar personagens. Na adolescência, pintava estampas em camisetas e também fazia parte de um grupo que organizava sarais culturais num antigo casarão da cidade. E ainda tocava percussão numa banda e estudava desenho e pintura.”

 

Apesar de ter até estudado atuação quando adolescente, o aprendiz diz que sempre sentiu que devia atuar mesmo era na concepção visual de espetáculos. “Eu tinha atração pelo palco, por aquele momento mágico que acontecia ali. Também gostava muito de arquitetura, ficava desenhando casas e castelos e achava que um dia iria construí-los, e reproduzia as roupas das personagens de desenho e dos programas a que assistia.”

 

Guedes deixou a casa dos pais quando tinha 19 anos com destino à Campinas, trabalhando em restaurantes, lojas, pesquisas e eventos para se manter. Também morou um ano no Rio de Janeiro e, quando retornou, conheceu alguns grupos de teatro da Unicamp, passando depois a fazer pequenos trabalhos com figurinos e cenários. “Fazia pintura de murais e criava cartazes para as peças até conhecer a Boa Companhia, com quem fiz meus primeiros trabalhos profissionais.”

 

São Paulo, segundo o aprendiz, era uma consequência natural do caminho que ele vinha seguindo, pois é a “cidade onde se encontra a maior produção cultural do País e, de fato, ainda é o melhor lugar para se ter algum tipo de formação nessa área. A Escola é uma ponte que me liga a todo esse processo de busca”.

 

Guedes observa que o fator determinante para sua escolha foi a formação específica e gratuita que a Escola oferecia na área em que ele desejava trabalhar dentro do teatro, além de ser composta por artistas mestres que o inspiravam. “A Escola tem uma abordagem do aprendizado muito interessante e inovadora, mas também acho que é importante a maneira como o aprendiz se interessa por isso e o que ele é capaz de construir e propor junto com o que é oferecido pela Instituição.”

 

Recentemente, nos meses de abril, maio e junho, o aprendiz esteve no Chile fazendo os figurinos e a concepção gráfica do cartaz da montagem de “A Falecida” de Nelson Rodrigues, num projeto de parceria entre a Universidade Católica do Chile e a Boa Companhia de Teatro, de Campinas, com a qual trabalha há dois anos.

 

Veja a história de outros aprendizes que vieram de longe pelo amor ao teatro:

 

Cris Oliveira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1062

Benedito Ferreira – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1072

Durval Mantovaninni – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1076

Mariana Batista – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1081

William Alves – https://spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=1087