As Aventuras de um Aprendiz na Cidade Grande

Publicado em: 23/03/2011

Caique Oliveira começou a estudar teatro em 2003, quando iniciou um curso no Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte. Porém, interrompeu o processo para se dedicar a outra formação: Publicidade e Propaganda.
 

Insatisfeito e inquieto com o que estava fazendo, voltou a estudar sua grande paixão: o teatro, e, em 2008, entrou na escola do Galpão Cine Horto. Paralelamente a esses cursos, participou de oficinas e outros cursos em áreas diversas como dança livre, clown, improvisação e stand up comedy, em sua terra natal e também nas cidades de São Paulo e Diamantina.
 

Nessa trajetória, teve contato com atores como Frank Totino, do Canadá; Omar Medina e José Luis Saldaña, do México; Mario Escobar Olea, do Chile; Eros e Alejandro, do grupo francês Cie Les Trois Cles; Alberto Gauss, da Companhia Solar da Mímica; e Bete Dorgam, do Folias.
 

Empolgado com as artes cênicas, Caique fundou, em 2008, com três amigos, o grupo de stand up e jogos de improviso que recebeu o nome de “Liga da Comédia”. Dois anos depois, participou da montagem “Macondo”, uma produção da Cie Les Trois Cles com o Espaço Escola de Circo e a Companhia Catimbrum, do Brasil.
 

Caique,  que já tinha tudo para seguir em frente na carreira de ator em sua cidade, porém, queria mais e, certo dia, quando conheceu a proposta do curso de Humor da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco ficou “maravilhado”. Não pensou duas vezes: se inscreveu para o Processo Seletivo e decidiu se mudar para a capital paulista. Assim, enfrentou uma maratona de viagens entre Belo Horizonte e São Paulo e, após três concorridas fases do Processo Seletivo da Escola, foi aprovado. 
 

Ao saber da notícia, logo agilizou em sua cidade uma grande festa de despedida e um show de stand up com apresentação de oito amigos comediantes.  “Foi maravilhoso e a casa ficou cheia. Eu cheguei a São Paulo na segunda-feira, véspera do início das aulas, e fui para a casa de uma amiga enquanto procurava lugar para morar.”
 

Caique passou quatro dias visitando dividindo seu tempo entre acordar cedo para visitar repúblicas e pensões, ir para a Escola e voltar a procurar moradia a noite. E agora que encontrou um lugar para morar, quer passar para a próxima etapa, que é conseguir uma oportunidade de trabalho na área teatral. “Afinal o custo de vida aqui é mais alto que em Belo Horizonte e a dona da pensão não me deixou morar lá de graça, não sei porquê”, brinca.
 

Mesmo com as dificuldades, Caique conta que está “felizerricíssimo”, porque agora está no caminho do que sempre quis para sua vida: se dedicar totalmente à arte.  E, principalmente, por poder estudar teatro num espaço que fornece ferramentas para aprender e experimentar e que permite errar e recomeçar.  “Além de estar em São Paulo, uma cidade onde temos oportunidade de fazer cursos sobre tudo e com grandes profissionais. Quero viver do humor, do teatro, da minha arte, que é o que sei, o que estou aprendendo e o que gosto de fazer”, conta.
 

E, como bom contador de histórias que é, Caique resolveu escrever um diário que mostra as suas aventuras em São Paulo. “Cada estado tem sua particularidade, seus costumes, e aqui não falam ‘uai’. A ideia do blog é mostrar esse choque e junção cultural, além de todas as dificuldades, vacilos e surpresas que vivo na paulicéia desvairada. Mas, claro, de forma bem humorada, afinal essa é um das melhores formas de viver: encontrando o riso no próprio ridículo, no próprio erro, nas próprias falhas. Também, vou apresentar meus processos na Escola e divulgar meus projetos de humor, os que existem e os que irão surgir com fé em Deus”, revela.
 

Apesar de sua vinda para São Paulo, Caique não deixou suas obrigações com a “Liga da Comédia” de lado e, ainda participa de projetos específicos, como apresentações em empresas e teatros além de finais de semana e em um projeto que mescla humor e educação na Rádio UFMG Educativa (104,5).
 

E, fora tudo isso, Caique estreiou um programa batizado “Se Vira na Pan”, ao lado de mais cinco humoristas, na rádio Jovem Pan de Belo Horizonte. “São pílulas de humor ao longo da programação com trechos de stand up comedy, adaptados para o rádio. Como agora mas não moro em BH, gravo os programas de São Paulo mesmo”, conta.
 

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