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Artistas escrevem sobre Phedra D. Córdoba, diva do teatro paulistano

Publicado em: 18/04/2016

 
A classe teatral ficou triste na última semana, com a perda de amigos e profissionais tão importantes para as Artes Cênicas em datas tão próximas. A atriz Phedra D. Córdoba foi uma dos que se despediram: deixou de colorir a Praça Roosevelt, mas segue viva em nossas mentes e corações.
 
 
Cubana, Phedra nasceu como Felipe Rodolfo Acebal em 1938. Ao completar 16 anos, saiu de Cuba e passou por vários países até chegar ao Brasil, a convite do produtor Walter Pinto. Anos depois, mudou-se para São Paulo e virou um ícone da noite paulistana.
 
 
Phedra, que enfrentava um câncer, completaria 78 anos no dia 26 de maio. Dias antes de morrer, foi homenageada no espetáculo “Phedras por Phedra”, que reuniu grandes nomes no Teatro Oficina e arrecadou fundos para o seu tratamento.
 
 
Os artistas Cléo De Páris, Maria Casadevall, Celso Sim e Marcello Amalfi escreveram, a pedido do portal da SP Escola de Teatro, textos pessoais e emocionados sobre a grande artista.
 
 
Cléo De Paris
 
 
Quando cheguei ao Satyros, em 2005, Phedra era uma figura que me assustava um pouco, muito cheia de vida, muito altiva, muito poderosa, muito autêntica. Ela me ensinou que a força e a doçura podem, e devem, andar juntas; no caso da Phedra, uma doçura que se esconde atrás de tudo que já viveu…
 
 
 
 
Maria Casadevall
 
 
A Tua Ausência conseguiu o inimaginável: 
tornou-se tão imperativa, ou mais, quanto a tua Presença.
 
 
Tu estás na Praça inteira, dos bares aos Palcos.
Está no La Barca e no Céu.
Dia e Noite.
Pertence a ti o espaço e pertencemos todos nós a você…
 
 
 
 
Celso Sim
 
 
Não lembro mais quando a conheci e me apaixonei por ela, por sua inteligência, musicalidade, pelo teatro que nela habitava e que nos habita.
Mamãe, eu quero ir a cuba!
As canções e o teatro sempre foram a comunicação mais sublime que até agora pudemos inventar…
 
 
 
 
Marcello Amalfi
 
 
Eu sempre me senti honrado ao compor para Phedra. Pode-se pensar que criar música para suas as cenas é ter a difícil tarefa de eleger o que vai dar o norte da trilha, dentre tantas maravilhas que ela nos presenteia..
 

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