Aprendizes ganham Incentivo do Programa VAI

Publicado em: 26/05/2011

Aprendizes de diferentes Cursos Regulares da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco formaram um grupo, inscreveram seu projeto e se classificaram para receber o apoio do programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Prefeitura de São Paulo, que já está em sua 8ª edição.

 

O objetivo do projeto é oferecer subsídio financeiro a atividades artístico-culturais realizadas, especialmente, por jovens de baixa renda e que se encaixam na faixa etária entre 18 e 29 anos. Os requisitos básicos para se inscrever são morar em São Paulo por, no mínimo, dois anos e desenvolver ações culturais ligadas às mais variadas linguagens artísticas.

 

Uma Comissão de Avaliação e Propostas, composta por oito pessoas do governo e oito pessoas da sociedade ligada à cultura e à juventude, avaliam o mérito das propostas, a clareza e a coerência, o interesse público, o custo, a criatividade e a importância do desenvolvimento do projeto para a região a que se destina.

 

O grupo formado por Gustavo Gonçalves e Luciano Titto, do curso de Humor, Adriano Almeida e Fabrício Cardial, de Sonoplastia, Isadora Adamy, da turma de Iluminação, Raquel Avanelli de Cenografia e Figurino, e Airá Fuentes e Angela Belei, de Dramaturgia, se classificaram com o projeto “Relembrando Paulo Eiró”. Juntos, eles formam a Catraca do Riso, um grupo de circo teatro, que já se apresenta desde 2008, quando o nome ainda era Catraca Urbana.

 

O projeto visa à expansão cultural e expressiva de um poeta e uma região – Paulo Eiró e Santo Amaro – por meio do teatro, da didática poética e do documentário. Com o teatro, o grupo quer relembrar as poesias de Eiró de forma divertida e, ao mesmo tempo, trazer a reflexão da juventude idealizadora, levando a proposta a toda a comunidade.

 

A didática poética se dará com a proposta de distribuir um livreto para as escolas públicas como rememoração das poesias de Eiró. O grupo também quer documentar em vídeo todo o trajeto do processo de pesquisas, encontros, ensaios e discussões, que deve durar, aproximadamente, oito meses. Posteriormente, o documentário poderá servir de material de trabalho para demais grupos da região, alunos interessados e, até como, arquivo para utilização pública cultural.

 

Gonçalves diz que o grupo pretende não só demonstrar a rica cultura santamarense, como, também, provocar o jovem sobre seu papel na sociedade. “Notamos ainda uma carência de debates, questionamentos e referências históricas regionais”, finaliza o aprendiz.