Alta Frequência

Publicado em: 02/06/2011

A aula de Sonoplastia da última sexta-feira (27) começou com uma frase típica de quem vive no mundo da música: “Desculpa, pessoal, eu ainda não estou muito afinado”. O autor da fala foi o compositor, designer e, também, formador do curso, Wilson Sukorski.

 

Baseada no Componente (linkar) Desenho de Som – Hiper Instrumento, a aula foi uma verdadeira aprendizagem teórica sobre as propriedades do som. Sukorski falou sobre síntese digital, hiper instrumento, esquema de áudio analógico e digital e a relação sinal/ruído.

 

Antes de começar a desenvolver o primeiro tópico, o formador cita o nome de um profissional importante do ramo: Hans Peter Kuhn, um dos maiores designers de som, em sua opinião. Kuhn cria ambientes de luz e som usando linhas simples, cores e construções minimalistas. 

 

A ideia que o designer tem de esvaziar a mente de alguém como ponto de partida para a criatividade vai ao encontro do ponto abordado na aula de Sukorski sobre síntese digital. Esse tópico trata sobre a criação de sons a partir do nada. Como exemplo, o formador falou sobre o sintetizador, que produz áudio artificialmente, a partir de corrente elétrica, leitura de dados, manipulação matemática ou por uma combinação de diversas técnicas.

 

O hiper instrumento é um aparelho que possui um nível de complexidade muito maior do que os outros e, também, partes automáticas (ou semiautomáticas). Eles são dotados de sensores que captam as intenções artísticas e as potencializam, gerando um aprofundamento das possibilidades de expressão musical. Curiosidade: foi a partir de hiper-instrumentos que Alex Rigopulos e Eran Egozy se inspiraram e criaram os jogos Guitar Hero e Rock Band.   

 

Os esquemas de áudio analógico e digital funcionam da seguinte maneira: o primeiro se dá por meio de sinais elétricos que, ao passar por um alto falante, são transformados em sinais acústicos. Um exemplo desse sistema é a vitrola. O segundo é feito por meio de um transdutor – dispositivo utilizado para transformar um tipo de energia em outro. O microfone representa bem esse esquema, pois a pressão da voz, quando chocada com o objeto, se converte em eletricidade. Os microfones de carvão e de cristal são ótimos transdutores.

 

O último tópico foi explicado a partir de um exemplo vivo: algumas pessoas conversavam entre si no exato momento em que Sukorski explicava a matéria. “Isso é ruído”, comenta o formador. Portanto, sinal/ruído (s/r) é qualquer interferência externa sobre o áudio principal. No caso da conversa em sala, o sinal era representado pela voz do formador, enquanto que o ruído era o barulho produzido pela conversa dos aprendizes.