A Roupa, o Ator e o Teatro

Publicado em: 28/07/2010

A teoria e a prática estarão entrelaçadas no decorrer do curso de Difusão Cultural “Figurino e Teatro: Um ato Criador”, com José de Anchieta. Organizado pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o curso oferece ao participante, além do conhecimento da História da Roupa, sua sociologia, antropologia, e a oportunidade de criar desenhos para futuras construções de figurinos, visitar ateliês e conhecer roupas de época por meio de filmes e livros.

 

“O personagem bíblico Zebedeu, que era um grande pescador, sentia-se incomodado por molhar a barra da túnica no rio e resolveu amarrar o pano na cintura. Esse fato é considerado como o maior gesto da história da moda, pois separou a vestimenta entre membros inferiores e superiores”, revela o formador. “O poeta Ferreira Gullar brinca, que depois disso, só se inventarem um paletó de três mangas.”

 

Com experiência em espetáculos como “Bodas de Sangue”, de Garcia Lorca, dirigido por Antunes Filho, a ópera “O Homem que Confundiu Seu Chapéu com a Sua Mulher”, de M. Neimam, e o musical “José e Seu Manto Technicolor”, de A. Loyd Weber, os dois últimos dirigidos por Iacov Hillel, Anchieta pretende trabalhar a história para pensar a condição do homem hoje. “Além de andar de mãos dadas com a moda, o figurino carrega um passado afetivo do homem com a condição da natureza e da sociedade. Paralelamente à parte histórica, vamos trabalhar a prática em diversos momentos”, diz.

 

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