A nudez e o amor masculino como resistência à homofobia

Publicado em: 12/12/2014

Toda violência é covarde e desumana, oriunda da intolerância, ignorância e desrespeito. Contra toda palavra lançada com más intenções e todo físico agredido à exaustão, a Inacabada Cia. pré-estreia em dezembro “Meninos também amam – um poema/manifesto cênico”, que procura ser a resposta do carinho, cuidado, justiça e afeto. Ao menos no que diz respeito aos atentados homofóbicos.

 

Nascido de um poema escrito por Rafael Guerche, aprendiz egresso do curso de Direção da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco e responsável pela direção e dramaturgia cênica da peça, o projeto une artes visuais, dança, teatro e performance, procurando manifestar-se junto ao público pela não aceitação da violência contra os homossexuais. “Queremos falar do amor masculino, do amor entre meninos e do quanto isso é absolutamente natural e justo”, explica Guerche.

 

Poema/manifesto coloca o afeto em cena contra a violência homossexual (Foto: Divulgação)

 

Em foco no palco, o afeto entre iguais é refletido na nudez e no homoerotismo em cena. O corpo masculino exposto entra como suporte e manifesto cênico, exibindo-se alvo da retaliação nos casos de violência. Além disso, o projeto inclui também ensaios fotográficos de meninos homossexuais e heterossexuais simpatizantes pela causa contra a homofobia.

 

Com fotos de Felipe Stuchhi, “Meninos também amam – um poema/manifesto cênico” tem ingressos no sistema pague quanto puder e fica em cartaz nos dias 13, 14, 20 e 21 de dezembro, na Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

Serviço

“Meninos também amam – um poema/manifesto cênico”

Quando: 13, 14, 20 e 21/12 (sábados, às 20h30, e domingos, às 19h30)

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210 – Centro

Pague quanto puder

 

Texto: Gabriel Gilio