A Luz no Caminho da Marcha Para Zenturo

Publicado em: 25/01/2011

No espetáculo “Marcha para Zenturo”, um grupo de antigos amigos se reencontra para comemorar o réveillon em um apartamento. Durante a passagem do ano, uma companhia de teatro, contratada para animar a comemoração, encena trechos de de “As Três Irmãs”, de Anton Tchecov, enquanto isso, através da janela, esses amigos percebem que há uma manifestação pública na rua que os impede de sair.

 

A montagem propõe um questionamento sobre a forma de comunicação das pessoas, por meio da ficção. No enredo, os diálogos inusitados entre os personagens passam a se entrelaçar com as falas das cenas do grupo contratado. As conversas se dão e esse reencontro de amigos detona lembranças e reflexões sobre como o tempo transcorreu em suas vidas.

 

“Marcha para Zenturo” é um espetáculo que se inspira na busca pelo sentido do tempo por meio de metáforas: um encontro entre amigos é o que remete ao passado, o tempo presente é representado pelo próprio ato teatral e o futuro é retratado por um lugar desconhecido pelo qual se luta.

 

Com dramaturgia de Grace Passô e direção de Luiz Fernando Marques, o espetáculo surgiu de um processo colaborativo entre dois conceituados coletivos: o paulistano Grupo XIX de Teatro e o mineiro Espanca! Foram nove meses de troca artística, ao longo de atividades em Belo Horizonte (pelo projeto “Galpão Convida”, do Galpão Cine Horto) e São Paulo (pelo projeto “ProXImidadeX”, viabilizado pela Lei de Fomento para a cidade de São Paulo).

 

O espetáculo, que teve sua estreia no 10º Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT), depois de realizar apresentações experimentais no Rio de Janeiro, em setembro de 2010, e em Belo Horizonte, em novembro, com sua lapidação terminada, iniciou temporada na cidade, no Centro Cultural São Paulo, na sexta-feira (14).

 

Guilherme Bonfanti, coordenador do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco é quem assina o desenho de luz de “Marcha para Zenturo” e comenta que tem muita admiração e respeito pelos grupos XIX de Teatro e Espanca! “Para mim, ser chamado por eles foi um prazer muito grande. Em um encontro com Lubi, como é conhecido o diretor, fechamos uma ideia para a luz e tudo fluiu muito rápido e tranquilamente. Adoro o espetáculo e acho que o resultado da luz ficou muito bacana”, conclui.

 

Para saber mais sobre os grupos Espanca! e XIX de Teatro, acesse a Enciclopédia Virtual do Teatro Brasileiro.