A História de Emilio Di Biasi Narrada por Erika Riedel

Publicado em: 22/07/2010

A jornalista e crítica teatral Erika Riedel, que responde pela comunicação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, lançou na noite de terça-feira, 20 de julho, a biografia “Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz”, pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A autora e o biografado atraíram mais de 200 pessoas, entre personalidades do meio teatral e amigos, para prestigiar o lançamento, na Loja de Artes da Livraria Cultura. 

 

“Entre o primeiro encontro com Emilio Di Biasi e o resultado final, foram dois anos de trabalho”, revela Erika. “Optei por narrar a história em ordem cronológica, apesar de as entrevistas terem sido feitas sem linearidade. Curiosidades não faltam, como, por exemplo, sua participação em teste para integrar o elenco de um filme de Federico Fellini.”

 

Trabalho de mais de 32 horas de gravação, o livro contém 620 páginas e reúne a longa vida profissional deste ator e diretor paulistano, considerado um dos mais criativos artistas brasileiros, com direito a fotos e detalhes que ilustram cada período. Narra o primeiro contato dele com o teatro, na década de 40, com a ópera “Tosca”, de Puccini, no Teatro Municipal de São Paulo, e traça um paralelo da vida artística com o período político do Brasil, ao retratar o tempo da censura na vida do ator e diretor.

 

Figura de destaque no cenário teatral brasileiro, Di Biasi é referência tanto em interpretação quanto em direção, em teatro e televisão. É reconhecido por montagens antológicas como “A Vida de Carlos e Carlos”, de 1987, e “ppp@Wllmshkspr.br”, de 1988, com Os Parlapatões.

 

Segundo Erika, além de sua vida, em alguns momentos, Di Biasi discorre sobre suas técnicas e exercícios teatrais. “A revelação da teoria contribui para compreender seu vasto e importante trabalho para o teatro brasileiro.”

 

Além da biografia, Erika é autora de dois textos curtos para teatro: “Folheto” e “Os Sapatos Azuis da Poodle Branca ”. Trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo nas áreas de economia, artes plásticas, música clássica e teatro. E é membro da Associação Paulista de Críticos de Arte desde 2005.