A Grande Mascote

Publicado em: 03/06/2011

A homenageada do dia é aquela que chegou grávida na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, é aquela que só de olhar dá vontade de levar para casa, é aquela que conquistou o coração de todos.

 

Sim, é a Cacilda nossa mascote que recebeu o nome de uma das mais reconhecidas atrizes brasileiras de todos os tempos, Cacilda Becker, por meio de uma votação feita pelo twitter. 

 

Ela é tão especial que não há quem passe pelos corredores e resista aos seus olhinhos baixos de quem implora por carinho.

 

Depois de dar à luz a seis filhotinhos, um mais lindo do que o outro, Cacilda foi levada ao veterinário para ser castrada e, junto com seus filhotes, receber tratamentos e cuidados necessários. Entretanto, a Escola não poderia oferecer o lar e o carinho que esses seis adoráveis cãezinhos mereceriam. Sendo assim, decidiu-se doá-los.

 

Para isso, os funcionários fizeram uma campanha e criaram um blog. Todos voltaram suas atenções à seleção das pessoas interessadas, garantindo que quem os adotasse, os levasse com segurança e cuidado ao novo lar.    

 

Todos ganharam novos lares e, hoje, estão muito bem amparados. Fábio Cabral, ex-aprendiz do curso de Iluminação da Escola, é “pai adotivo” de um dos machos. Ele batizou seu bichinho de Bonfantinho, em homenagem ao Coordenador do curso, Guilherme Bonfanti.

 

Cabral admitiu que Bonfantinho é bem arteiro e “molecão”. Disse, ainda, que ele precisa comprar brinquedos para entretê-lo, caso contrário, ele morde móveis e o que mais estiver na frente. “Ele não gosta de ficar sozinho em casa, então, quando viajamos, ou simplesmente saímos por algumas horas, ele faz arte para chamar a atenção”, explica.

 

Outro filhote encontrou seu cantinho em Sorocaba, na casa de Heloisa Consorti, mãe do assessor da Diretoria Executiva da Escola, Tato Consorti. O Basílio, nome que homenageia o bisavô de Consorti, tem pelo dourado e “botinhas”, de pelos brancos que envolvem as quatro patas. 

 

Temperamental e muito reclamão, Basílio também odeia ficar sozinho, principalmente sem Heloisa. “Uma vez, minha mãe foi viajar e ele ficou dois dias sem comer e sem entrar em casa. Meu pai fez de tudo, mas não teve jeito”, conta Consorti. Outra arte do cãozinho foi ter destruído o orquidário que Heloisa tinha em sua casa.

 

Apesar de ser atentado, Consorti diz que Basílio é uma graça e que transformou a vida da mãe dele. “Parece que ela está muito mais iluminada e alegre”, finaliza. 

 

O último filhote macho foi adotado por Silvana, ex-funcionária da Escola. Infelizmente, por questões alérgicas, ela teve que doá-lo à outra pessoa interessada, que mora em um sítio, garantindo um amplo espaço para a criação do filhote.

 

A aprendiz de Humor Paula Viana ficou com a única fêmea preta entre os filhotes. Graças à paixão avassaladora de Paula pelo filme “O Mágico de Oz”, a cadela recebeu o nome de Dorothy, protagonista da história. Bagunceira e muito brincalhona, “ela é maior que a mãe, come tudo o que vê pela frente e é a guarda da casa”, comenta a aprendiz.

 

As sapequices de Dorothy não têm limite; ela já arrancou roupa do varal, comeu a própria coleira e subiu no telhado da casa para rasgar o toldo. Paula diz que apesar de tudo isso ela é super dócil e companheira. “Ela é a alegria lá de casa”, conclui.

 

Outro cachorrinho foi levado pela dona Ana, zeladora da Escola Padre Anchieta. De personalidade forte e brincalhona, Dod não nega que é irmão de Bonfantinho, Basílio e de Dorothy. É grande, adora correr, come peças de roupas e até pedaços de madeira. Ana conta, porém, que as outras cachorras da casa não aceitaram muito bem a nova companheira. “Infelizmente tive que doá-lo à minha cunhada.”

 

A última filhote de Cacilda é a Princesa, adotada pelo senhor Wilson, dono de um estabelecimento de reciclagem. Segundo Consorti, essa foi a cadela que os funcionários da Escola mais se apegaram. “Ela era muito parecida com a Cacilda; dócil e carinhosa. Gostávamos tanto dela que, quando se foi, muitos derrubaram lágrimas”, lembra. 

 

Até o fechamento dessa matéria, não conseguimos localizar o senhor Wilson para saber como está, hoje, a Princesa. Mas não vamos desistir.