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A Caixa de Vidro Musical

Publicado em: 28/09/2011 |

Paralelamente ao curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o aprendiz Michael Penny Chalmer investe em uma outra atividade relacionada à música. Ele é guitarrista e vocalista da banda de rock Glassbox.

 

Fundada por ele e pela baixista Rosangela Fernandes em 2003, o trio – atualmente completado pelo baterista Diego Rizzo – teve origem no ABC paulista, onde, antes de se mudarem para a capital, moravam os fundadores. A nova formação, com Diego, existe há dois anos.

 

Após anos de batalha, a Glassbox conseguiu lançar, em 2009, seu primeiro álbum, intitulado “The Children’s Object Book”, no qual colocou em prática suas experimentações sonoras. 

 

Segundo Chalmer, as influências musicais da banda vem, principalmente, de bandas punk e pós-punk originadas na década de 70, como Public Image Ltd., UK Decay, The Sound, Echo & the Bunnymen, The Birthday Party e Television. Bandas de outros estilos, como a alemã NEU!, também aparecem entre as inspirações da Glassbox.

 

“Nossa proposta consiste em contar histórias, evocar sensações e escavar territórios que muitos nem se lembram. De fato, lugares que talvez esqueçam de propósito. A Glassbox está onde menos esperam. Sem sinal de descanso!”, comenta o guitarrista.

 

Misturando influências do passado com suas próprias personalidades, o trio incorpora diversas referências literárias à sonoridade densa, angustiante e provocativa, para questionar os sentidos e causar desconforto com as sensações mais extremas. Outras características das canções são: a “composição democrática” (todos integrantes têm liberdade para criar, não existe uma hierarquia) e as letras escritas, exclusivamente, em inglês, para que, segundo Chalmer, “todo o planeta possa entender”.

 

O grupo, que tem algumas de suas raízes no cenário underground, não se limita a esse meio e pretende alcançar algum reconhecimento no mercado. “Não temos essa coisa de nos preocupar em ser eternamente underground. Queremos vender, mas sem nos submeter aos padrões exigidos pelo mercado. Ganhar o suficiente para conseguirmos nos manter, viajar e levar nossa música para mais pessoas é o grande objetivo. Nós fazemos nossas condições, e isso vale muito a pena”, diz o vocalista e guitarrista.

 

 

Dois Turnos

 

Para conseguir levar adiante o trabalho com a banda, Chalmer afirma que precisa organizar cada minuto de seus dias, afinal, além de tocar e compor, ele é o manager do grupo, o responsável por marcar shows, cuidar da parte de comunicação e de outras questões. “Para dar conta de fazer tudo isso e ainda acompanhar os estudos da Escola, preciso acordar cedo e disciplinar rigorosamente meus horários. Ensaiamos três dias por semana. Felizmente, depois de muito esforço, conseguimos montar um estúdio na minha casa, o que facilita nosso trabalho e proporciona uma economia muito grande”, observa.

 

Essa integração entre o curso de Sonoplastia e o trabalho com a música, segundo ele, é como “uma via de duas mãos. Uma coisa complementa a outra. Antes de entrar na Escola, eu já tinha operado mesas de som. Essa experiência é muito útil, pois oferece mais teor para que nós possamos compor trilhas para cinema e teatro, que são áreas que pretendemos adentrar assim que tivermos oportunidade”.

 

Com uma média de um show por mês, os convites recebidos pela Glassbox estão aumentando gradualmente. Interessados em acompanhar o trabalho de Chalmer e de sua banda podem conferir a próxima apresentação, que será realizada no dia 24 de outubro, no OldStudio (Vila Carrão), com transmissão ao vivo pela internet, no site http://oldstudio.tv

 

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