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20 Anos de Oficina Cultural Amácio Mazzaropi

Publicado em: 31/08/2010

Uma programação especial comemora o aniversário da Oficina Cultural Amácio Mazzaropi que, há duas décadas, trabalha com o intuito de resgatar a cultura popular, criar  intercâmbio entre artistas de diversas expressões e, sobretudo, ser um dos centros fomentadores da cultura brasileira em São Paulo.

 

A Oficina Cultural batizada com o nome do comediante e cineasta Amácio Mazzaropi (1919-1987), foi criada em agosto de 1990. Hoje, está instalada num edifício centenário e considerado patrimônio histórico, tendo sido tombado pelo Condephaat em 1988.

 

No dia 27 de agosto, um coquetel em homenagem aos artistas e ex-alunos que fizeram história na Oficina, abriu a programação especial que contempla espetáculos, apresentações de filmes e palestras em sua sede até sexta (3).
Entre os convidados homenageados estavam Antônio Carlos Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; Celso Curi, Produtor, administrador cultural e crítico de teatro; Celeni Mares de Sousa, diretora financeira da Assaoc e João Galba de Aquino, diretor executivo da Assaoc. Artistas como Antônio Abujamra (diretor e ator); Celso Frateschi (ator); Bete Dorgam (atriz e formadora do curso de Humor da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes); Cássio Scapin (ator) e Regina Galdino (atriz e diretora), também foram lembrados pela trajetória realizada dentro dos cursos da Oficina Cultural.
Segundo Cida Almeida, coordenadora da Oficina Cultural Amacio Mazzaropi, desde sua mudança do Galpão localizado na rua Cel. Albino Bairão, onde foi fundada como Casa de Cultura, a Mazzaropi nunca teve uma inauguração no novo espaço que ocupa. “Quando a Mazzaropi mudou de casa e veio para o Brás, ela não teve nenhum tipo de inauguração. A ideia da festa era mostrar que estamos aqui e temos muito respeito e carinho pelos artistas que se dedicaram a essa casa. Marcar os 20 anos da casa é mostrar que sustentamos essa oficina com amor, respeito, cumplicidade e, sobretudo, trabalho em equipe. Estamos muito felizes”, comenta.
 
Camisa xadrez e botinas
 
Amácio Mazzaropi foi ator e cineasta brasileiro, famoso por seu personagem “um caboclão bastante natural”, em suas próprias palavras, que ficou conhecido como Jeca Tatu. Típico caipira de calças pula-brejo, paletó apertado, camisa xadrez e botinas, Jeca Tatu o tornou popular em todo o Brasil e lhe rendeu a maior bilheteria do cinema nacional. Ao todo, Mazzaropi fez 32 longas-metragens, contando histórias que abordavam o racismo, a religião, a política e até a ecologia.
 
Confira a programação especial:
 
31/08 | Terça-feira
18h | Projeção do documentário ficcional sobre Teatro na Espanha “Noviembre”, de Achero Mañas;             
20h | Debate sobre Teatro de Rua, com Alexandre Mate, Adailton Alves, Edson Souza e Marcos Pavanelli.
 
 
01/09 | quarta-feira
18h | Apresentação do Espetáculo “BODAS NA MANGUEIRA”, resultado da Oficina de Teatro de Rua ministrada por João Carlos Andreazza.
19h | Performance sobre o Artista Popular, realizada pelo Grupo de Clowns: GECA II, homenagem a Mazzaropi, acompanhada de intervenções do coletivo;
20h | Seminário com o GECA II – Circo: Celeiro de Artistas, Saberes e Sua Arte;
21h | Teatro Cardápio, com GECA II
 
 
02/09 | quinta-feira
18h | Projeção do filme O Tapete Vermelho, de Luiz Alberto Pereira. Comentarista: Fernando Nogueira
 
Serviço:
Local: Avenida Rangel Pestana, 2.401 – Brás – São Paulo – SP
Telefone: (11) 2292-7071 / 2292-7711
Entrada Franca