100 anos da semana de 22: conheça a obra A Estudante, de Anita Malfatti

Publicado em: 07/01/2022

Neste ano comemoram-se 100 anos de um dos encontros mais essenciais e marcantes da história da arte brasileira: A Semana de Arte Moderna de 1922. O evento, que aconteceu entre 13 e 17 de fevereiro no Theatro Municipal de São Paulo, nos fomentou os preceitos modernistas e foi catalisador de diversas iniciativas culturais que ocorriam de forma mais discreta e dispersa no país. Múltiplas correntes artísticas veiculadas nestes três dias transformaram o rumo da cultura brasileira e repercutem até os dias atuais. Até o final de de fevereiro de 2022, a SP Escola de Teatro vai relembrar algumas obras fundamentais de artistas que participaram da Semana de 22, como forma de celebrar o centenário.

Começamos por Anita Malfatti. Ela foi uma das artistas mais simbólicas da vanguarda nacional; seu trabalho assinalou uma mudança no universo das artes visuais, sendo considerada uma das primeiras artistas modernistas brasileiras.

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Na realidade artística da época predominavam as obras de cunho acadêmico. Nesse contexto, Malfatti rompeu com tais convenções trazendo obras que iam na contramão desse tradicionalismo, abusando de cores berrantes, pinturas que não buscavam um realismo, mas traziam uma interpretação da autora. Essa quebra de expectativa deixou a São Paulo dos anos 1920 impactada, de maneira que a exposição chamou atenção do público e o conquistou por sua estranheza e distinção.

A estudante-  pintura de Anita Malfatti

Com óleo sobre tela; 61,00 cm x 76,00 cm, e disponível no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), em São Paulo, A Estudante possui múltiplas datações: 1915, 1916 a 1918. Segundo a museóloga Eugênia Gorini Esmeraldo, as características de estilo dessa obra refletem influências entre Nolde e Kirchner. Na tela, uma jovem sentada em uma cadeira, com os cabelos curtos e castanho-avermelhados, os braços cruzados sobre as pernas, vestindo uma blusa amarela, uma saia xadrez e um lenço a guisa de gravata solta. Segundo a estudiosa, esse detalhe encontra ressonância nos uniformes escolares, o que pode ser uma justificativa para o título.

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A influência estrangeira que reflete os princípios vanguardistas promovidos pelos modernistas é perceptível na escolha das cores intensas e vibrantes, as pinceladas são longas e firmes, e dão à figura estática da pintura uma sensação de movimento. Da forte influência europeia destaca-se uma mescla de naturalismo e expressionismo que se aliam a concisão e a tensão gráficas da obra.

 




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