Curso online | Teatro Digital com Satyros (SP), Armazém (RJ) e Magiluth (PE)

Publicado em: 15/10/2020

Estes novos tempos impuseram urgência comunicativa para o teatro brasileiro pela esfera do digital como forma de permanecer junto ao público, com a utilização de recursos tecnológicos até então desconhecidos. Neste curso, três importantes grupos teatrais do país, pioneiros no mundo da telepresença digital, Satyros (SP), Armazém (RJ) e Magiluth (PE), apresentam como encararam este desafio. Os coletivos criaram novas produções com as especificidades desta linguagem ainda em desenvolvimento: o teatro digital. Produções que foram acolhidas pelo público, também em processo de descoberta de um novo modo de assistir teatro.

Orientadores: Satyros (SP), Armazém (RJ) e Magiluth (PE)
Aula de abertura: 5/11 com Rodolfo García Vázquez
Inscrições: 15 a 29 de outubro

circle Quando: De 5 a 25 de novembro de 2020
Segundas, terças e quartas, das 19h às 22h
Local: Curso online via Zoom em parceria com a MT Escola de Teatro


INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Rodolfo García Vázquez (5 de novembro)
Fundador da companhia Os Satyros, é diretor teatral, autor, diretor de cinema e pedagogo. Já dirigiu mais de 100 espetáculos, apresentados em 25 países, recebendo prêmios nacionais e internacionais pelo seu trabalho, como Shell, APCA, entre outros. Entre os espetáculos que dirigiu, destacam-se: A Trilogia Libertina (a partir da obra do Marquês de Sade), “A Vida na Praça Roosevelt” e “Inocência” (de Dea Loher), e a Trilogia das Pessoas. Também realiza investigação na área de teatro ciborgue, desde 2009, com mais de dez produções, entre as quais se destaca ¨Cabaret Stravaganza¨. Em cinema, dirigiu ¨Hipóteses para o Amor e a Verdade¨ e ¨Filosofia na Alcova¨ (em co-direção com Ivam Cabral). É um dos fundadores da SP Escola de Teatro, onde atua como coordenador do curso de Direção. É professor convidado nas Universidades das Artes de Estocolmo e Helsinki. Neste momento está em cartaz com os espetáculos digitais ¨A Arte de Encarar o Medo¨ (que está em cartaz em vários países da África, Europa e Estados Unidos), ¨Todos os sonhos do mundo¨ e ¨Novos Normais¨.

Cia. de Teatro Os Satyros (9, 10 e 11 de novembro)
Fundada em 1989, é hoje uma das companhias mais importantes do teatro mundial.
Comemorando 31 anos de existência, a trupe que já ocupou os palcos de diversos países com seus trabalhos, é conhecida mundialmente pela sua trajetória pautada no exercício permanente da experimentação, e por estabelecer pontes com outras linguagens artísticas enquanto insere no palco discussões sobre liberdade, corpo, tecnologia e vida na cidade.

Armazém Companhia de Teatro (16, 17 e 18 de novembro)
Foi formada em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 – de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço. Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia completa agora 30 anos de sua formação. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina. Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como A Ratoeira é o Gato (1993), Alice Através do Espelho (1999), Toda Nudez Será Castigada (2005) e O Dia em que Sam Morreu (2014), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz da Armazém, talvez a grande protagonista do mundo representacional da companhia

Grupo Magiluth (23, 24 e 25 de novembro)
Fundado em 2004, o Grupo Magiluth tem um trabalho de pesquisa e experimentação constante na cena teatral recifense, sendo apontado como um dos principais grupos teatrais do país. Nos seus trabalhos desenvolvidos ao longo dos seus quinze anos de existência o grupo busca um teatro independente, de realização contínua e de extremo aprofundamento na busca pela qualidade estética e com questões urgentes ao seu tempo.
Os espetáculos realizados foram: Corra (2007), Ato (2008), 1 Torto (2010), O canto de Gregório (2011), Aquilo que o meu olhar guardou para você (2012), Viúva, porém honesta (2012), Luiz Lua Gonzaga (2012), O Ano em que Sonhamos Perigosamente (2015), Dinamarca (2017) e Apenas o fim do mundo (2019).
O Magiluth participou de importantes projetos no cena´rio teatral brasileiro, tal como o Programa Rumos Itau´ Cultural — Teatro, Palco Giratório em 2015 e com o seu repertório de espetáculos e demais ações formativas e pedagógicas tem circulado pelos principais festivais do Brasil com passagens, por exemplo, pela Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – Plataforma Brasil, Festival de Teatro de Curitiba, Festival Internacional de São José do Rio Preto, FIAC, Cena Contemporânea de Brasília, Cena Brasil Internacional – CCBB RJ, Festival Internacional Ibero-Americano de artes cênicas de Santos – MIRADA, Festival Nacional do Teatro do Recife, entre outros. Com isso, o Grupo Magiluth vem alcançando ainda mais notoriedade tendo seu trabalho reconhecido não só pelo grande público que o acompanha, mas também com indicações a diversos prêmios nacionais a exemplo do Shell de melhor cenografia, APCA para melhor Ator, Prêmio Aplauso Brasil por melhor ator coadjuvante, Melhor Direção e Melhor Espetáculo de Grupo, todos estes para o último trabalho do grupo “Apenas o fim do mundo (2019)”.

Público
Acima de 18 anos. Interessados em geral. 40 vagas

Seleção
Preencher ficha de inscrição com dados, carta de interesse e breve currículo

Cronograma das inscrições:
Inscrições: 15 a 29 de outubro
Aprovados: 3 de novembro
Matrícula online: 4 de novembro

*material didático quando solicitado pelo orientador é de responsabilidade do aluno