Teatro digital precisa de novo olhar na comunicação cultural

Publicado em: 04/06/2021

Por Miguel Arcanjo Prado

A comunicação muda em ritmo vertiginoso e a pandemia acelerou esse processo. É só falar no Zoom por exemplo, que muitos de nós não conhecia e que hoje integra nosso dia a dia profissional. No jornalismo cultural, não é diferente. É preciso novo olhar, despido de velhos preconceitos e aberto ao novo. Prova disso foi a produção do time de 12 comunicadores convidados pela SP Escola de Teatro para analisar as 12 peças da Mostra Aldir Blanc na SP, que representaram as cinco regiões brasileiras.

O time foi marcado pela diversidade, mas uma coisa une a todos: a forte atuação no campo digital e nas redes. Afinal, o Teatro Digital surgiu em 2020 para mudar a forma de diálogo de público e artistas do palco, mas mantendo a comunhão do encontro, agora em telepresença. E o modo de comunicar e produzir análise crítica mudou também com a chegada de novos processos.

Atentos a estas mudanças e repletos de reflexões precisas, os comunicadores convidados foram Cíntia Duque (@eunoteatro), Fernando Pivotto (@tudomenosumacritica), Celso Faria (@blogeurbanidade), Cláudio Martins (@abroadwayeaqui), Natália Beukers (@infoteatro_), Marcio Tito (@deus.ateu), Leandro Fazolla (@leofazolla), Luiz Vieira (@responderfazendo), Miguel Arcanjo Prado (@miguel.arcanjo), Viviane Pistache (@vivirilpistache), Luiza Camargo (@escoladeteatro) e Rodrigo Barros (@eu.rodrigobarros).

Todos fizeram excelente trabalho de escuta e visão atentas e escrita posterior em diálogo com os espetáculos convidados e a contemporaneidade: ELAS – Coletivo Caracóis (SP), Turmalina 18-50 – Cia Cerne (RJ), Afluentes Acreanas – Associação Teatro Candeeiro (AC), Disque Q para Queer – Teatro da Margem (RN), Exóticos – de Túlio Paniago (MT), Diálogos – de Bruno Narchi (SP), Pink Star – Cia de Teatro Os Satyros (SP), O Inferno É um Espelho da Borda Laranja – de Wander B. (SP), Pânico Vaginal – Romã Atômica (SP), Tormento – Clotilde Produções (SP), Sinhá Não Dorme – de Roberta Valente (RJ) e Psicose 4:48 – Cia Stavis-Damaceno (PR).

Quer saber o que foi escrito sobre essa já histórica produção? Leia os textos que os 12 comunicadores produziram ao longo da Mostra Aldir Blanc na SP.

*Miguel Arcanjo Prado é Coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro. Jornalista formado pela UFMG, é especialista em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP e mestre em Artes pela UNESP. É crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), da qual foi vice-presidente. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo de Cultura. @miguel.arcanjo

 

 

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