Acontece neste sábado, 30 de maio, na unidade Roosevelt da SP Escola Superior de Teatro – Faculdade das Artes do Palco, das 14h às 17h, o terceiro e último dia da Mostra de Microcenas do primeiro semestre de 2026.
Os estudantes do curso de Direção, junto aos estudantes de Atuação e Humor, apresentam o resultado de suas pesquisas artísticas desse semestre letivo.
As apresentações são cenas curtas dirigidas pelos estudantes, com orientação de Rodolfo García Vázquez, coordenador da linha de estudo em Direção, e das artistas docentes convidadas desse semestre, Luciana Schwinden e Luciana Ramin.
A unidade Roosevelt da SP Escola Superior de Teatro fica na Praça Roosevelt, 210. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 18 anos.
+ Veja como foi o primeiro dia das Microcenas
+ Veja como foi o segundo dia das Microcenas

Confira a programação completa do dia 30:
14h – “Lastro”, de JURUÁ
Após o velório de Elias, Levi embarca em um barco e parte novamente de Coti das Fuças carregando uma mala repleta de memórias, objetos e ausências. Incapaz de pronunciar o discurso que havia preparado, transforma a travessia em um encontro íntimo com aquilo que permaneceu sem nome, falando com a mala como se falasse com Elias. Entre lembranças de infância, silêncios aprendidos e afetos interrompidos, a cena investiga aquilo que permanece dentro de nós mesmo depois da partida. Como um navio precisa de lastro, o peso que o sustenta e impede que se perca nas águas, Levi segue carregando aquilo que o mantém de pé e, ao mesmo tempo, o impede de esquecer. Porque algumas memórias não servem para ancorar, servem para continuar atravessando.
Atuação: Evandro Pires
Onde: 8º andar – Sala Hilda Hilst
15h – “O quarto”, de João Alves
Inspirada em Aldeotas, de Gero Camilo, a microcena utiliza autobiografia, teatro narrativo e estética minimalista para transformar o espaço íntimo em território de afeto, ausência e permanência.
Atuação: João Alves
Onde: 8º andar – Sala Hilda Hilst
15h20 – “Matéria vida”, de Akira Tomonari
É fato que existe uma certa solidão na experiência do migrante, sair de um lugar familiar para um lugar estranho (e consequentemente tornar-se um estranho); mas como esta solidão se expressa na experiência de retorno à terra natal, especialmente após tanto tempo longe? Como é ser um extraterrestre na terra em que se nasceu? Tem como pano de fundo a dramaturgia “Aldeotas” de Gero Camilo, a seguinte micro-cena busca não explicar as questões levantadas, mas causar implicações através da fricção entre realidade e ficção.
Atuação: Akira Tomonari e Rafael Tadeu
Onde: 4º andar – Sala Vange Leonel
16h – “O motim” de Dani Clude
“O motim” é uma encenação que parte de um encontro: dois corpos atravessados por violência, afeto e urgência de fuga. A cena que parte da dramaturgia de “Aldeotas”, escrita por Gero Camilo, e se constrói como um espaço de transição — entre o que foi e o que ainda não é.
Atuação: Daniela Serena e Isabela Gsil
Onde: 8º andar – Sala Hilda Hilst
16h40 – “No mirante da Lua”, de Rafael Tadeu
Dois amigos apresentam um para o outro suas respectivas primas vindas da cidade grande. Em uma tentativa de impressioná-las eles contam histórias, brincam e falam sobre sonhos. A partir de um recorte do texto “Aldeotas” de Gero Camilo, iremos ver, como uma tentativa de “flerte” de dois adolescentes escapa gosto da vida e os sonhos compartilhados dos dois amigos.
Atuação: João Alves e João Pedro Celli
Onde: Praça Roosevelt, em frente à SP Escola Superior de Teatro

