Programa Kairós: estudantes apresentam trabalho inspirado na obra da antropóloga Lélia Gonzalez

No segundo semestre de 2021, o Programa Kairós e a Biblioteca da SP Escola de Teatro orientaram a atividade de contrapartida da Bolsa-Oportunidade “Monitoria de Estudos do Contemporâneo”.  Neste período foi estudado o trabalho da antropóloga e professora Lélia Gonzalez, a partir do livro “Por um Feminismo Afro-Latino Americano”. A obra foi organizada por Flávia Rios e Marcia Lima e publicada em 2020 pela editora Zahar.

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“Hoje se fala muito em pós-colonial, descolonial e decolonial, mas seria este um assunto novo? Lélia Gonzalez nos anos 80 já trazia a discussão em seus escritos sobre a necessidade de entender o Brasil e sua população a partir da experiência colonial, bem como seus reflexos atuais e as possibilidades de superação desse processo. O pensamento dela não se restringe apenas ao Brasil, a ideia de Amefricanidade busca trazer uma unidade entre os povos originários e afrodiaspóricos do nosso continente, recusando a categoria colonial de América Latina. A intersecção entre raça, classe e gênero tem centralidade em sua análise, em particular a experiência de ser mulher negra no Brasil, algo que a pensadora viveu e incorpora nas suas considerações e produção de conhecimento”, comenta João Rodrigo, analista de projetos do Kairós, que complementa:

“A intelectual e militante do MNU (Movimento Negro Unificado) nos possibilita longas reflexões com toda atenção que a complexa e vasta obra dela merece, contudo o intuito é apresentar a vocês a produção artística realizada por estudantes que cursaram a monitoria. Sem mais delongas, apreciem os materiais e leiam Lélia Gonzalez”.

Confira abaixo alguns dos trabalhos desenvolvidos pelos bolsistas da atividade de contrapartida, que são resultado de um semestre com muito diálogo e compartilhamento:

Trabalho em vídeo de Stephanie Cristina Inacio (TP); Gabriel Alves Tunes (TP)- nome artistico “Fetiche”; Juliene da Silva (SO)

Trabalho em vídeo de Cyb (Karen Christinne tribess zem) AT ; João Pedro da Silveira Mariano (AT); Matheus Gabriel de Paula Martins (AT)

Trabalho em vídeo de Diego Lima (DI)

Trabalho em vídeo de Sabre Fiorentino (CE)

Trabalho em vídeo de Paloma Pereira de Oliveira (AT)

Descritivo do projeto

Carta para afefé Iya se assenta no tempo-espaço como um ritual cênico feminino em sua condição de isolamento e distanciamento social, em meio a pandemia do COVID-19. Nosso povo preto luta contra um vírus que não escolhe cor, mas expõe o racismo do Estado. Por um lado nos afastamos voluntariamente do convívio social, por outro nos expomos a um excesso de convívio familiar, estrutural. Onde a violência doméstica cresce a cada dia. O quintal se faz refúgio para mergulho nas memórias, silêncios e dores. Paralelamente com estudo da Obra da Lélia Gonzalez. O que contar e o que não contar pós isolamento?

Concepção, Produção e Encenação: Paloma Alecrim.

Paloma Alecrim

Paloma Alecrim cursa Atuação na SP Escola de Teatro é Atriz, Performer e Produtora Cultural, nascida em Araçuaí, onde começou sua carreira se inspirando nas manifestações de cultura popular do Vale do Jequitinhonha e pesquisando a poética do sertão de Minas Gerais. Formada no Curso Técnico em Teatro pelo IFNMG – Instituto Federal do Norte de Minas Gerais em 2016, e também formada pelo NAC – Núcleo de Artes Cênicas em 2019 – Entre suas criações estão “Olhos d’água” (encenação e dramaturgia), premiado no FESTA – (Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Araçuaí) em 2018. Atua como atriz no “Doc.malcriadas”, dirigido por Lee Taylor, que estreou em Fevereiro de 2020 – Teatro João Caetano; Atua como atriz no espetáculo “Cemitério Vertical” dirigido por Eric Lenate que estreou 24 de Agosto de 2021 (YouTube/Streaming) Atua como atriz no espetáculo “Descontrole Público” que estreia dia 20 de Agosto 2021 -buscando investigar novas formas de espetáculo para novos tempos, dirigido por Pedro Granato; Reside em São Paulo.

Programa Kairós

O Programa Kairós é o braço social da SP Escola de Teatro, que busca aproximar os estudantes de sua função de artistas/cidadãos. Entre as principais atividades do programa estão a concessão da bolsa-auxílio, chamada de Bolsa-Oportunidade, e ações de fortalecimento da relação estabelecida entre a Instituição e a sociedade.

Além de conceder um benefício financeiro, o Programa Kairós promove ações como elaboração de projetos sociais e culturais, estágio para os estudantes da Escola, colocação profissional para aprendizes em formação e egressos, e captação de recursos e parcerias junto a órgãos públicos, ONGs, organismos internacionais e empresas privadas.

 

 




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