Artista participou de montagens como “Maria do Caritó” e colaborou com a SP Escola de Teatro no acompanhamento de experimentos dos estudantes

Morre Silvia Poggetti — Foto: Reprodução/Instagram
A atriz Silvia Poggetti morreu nesta terça-feira, 3 de novembro, aos 72 anos, na Santa Casa de Ourinhos, no interior de São Paulo. Com uma trajetória que reuniu trabalhos no teatro, no cinema e na televisão, a artista foi sepultada no mesmo dia, no Cemitério Parque Memorial Garden. A causa da morte não foi divulgada.
Formada em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 1979, Silvia integrou “Os Fofos Encenam” e desenvolveu também atividades como preparadora vocal. Desde 1994, pesquisava os harmônicos naturais da voz humana, ampliando uma atuação dedicada às possibilidades expressivas do trabalho do ator.
Nos palcos, trabalhou em espetáculos como Romeu e Julieta, com direção de William Pereira; O Mambembe, dirigido por Gabriel Vilela; e As Malandragens de Scapino, sob direção de Maurice Vaneau. Sua trajetória incluiu ainda La Nouba, do Cirque du Soleil, dirigido por Franco Dragone, e Maria do Caritó, de Newton Moreno, com direção de João Fonseca.
Silvia também colaborou com a SP Escola de Teatro, onde atuou, em diferentes momentos, como formadora convidada. Sua presença contribuiu para ampliar as trocas com os estudantes, trazendo novas perspectivas aos processos de formação.
Na televisão, interpretou Maria Maravilha em Malhação, entre 1999 e 2000. Também viveu Ivani em Metamorphoses, da Record, e Mamma Uni em Água na Boca, da Band. No cinema, participou de Silvio, cinebiografia de Silvio Santos lançada em 2024 e protagonizada por Rodrigo Faro.
A morte mobilizou homenagens de colegas, entre eles Lilia Cabral, com quem dividiu o palco em Maria do Caritó. Amigas desde os tempos de formação teatral, as duas mantiveram uma convivência que atravessou décadas. Ao se despedir, Lilia destacou a presença e a inventividade da parceira: “Estar ao lado dela em cena eram muitas surpresas, tudo podia acontecer e acontecia. Ela era um acontecimento”.

