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O Que Fazer com o Resto das Árvores?

Foto: Divulgação

A única coisa que os irmãos Carlos e Frederico receberam como herança após a morte de seu pai foi um milhão de enciclopédias. É aí, em meio aos livros empilhados por toda a casa, que começa a história de “O Que Fazer com o Resto das Árvores?”, peça que cumpre temporada na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro entre 26 de outubro e 26 de novembro.

Com texto assinado por Elder Torres, estudante egresso do curso de Dramaturgia da Instituição, o espetáculo olha para as relações entre pais e filhos, tocando em temas como memória, verdades e escolhas.

Na trama, os livros recebidos pelos irmãos foram escritos pelo pai durante mais de 40 anos, partes de uma enciclopédia “analógica” em plena era virtual. Sem que soubessem, ele ainda vendeu todos os seus bens, inclusive a própria casa, e usou o dinheiro para imprimir sua obra. Com 30 dias para desocupar a casa, Carlos e Frederico precisam então encontrar uma solução para a herança.

Para além do teor cômico surgido pela pergunta sobre o que fazer com os livros espalhados pela casa, a dramaturgia da peça mergulha em temas mais profundos, buscando analisar como as heranças que herdamos de nossos pais – não só materiais, mas emocionais – influenciam na construção de quem somos.

A encenação, dirigida por Larissa Matheus, busca acentuar esse conflito de gerações ao contrastar a ideia “antiquada” do pai com um cenário tecnológico, que utiliza projeções e vídeo mapping para ajudar a narrar a trama – em um telão ao fundo, um documentário exibe a história dos dois irmãos, mostrando detalhes que não são mencionados pelos atores.

Primeira montagem do Coletivo Binário, “O Que Fazer com o Resto das Árvores?” tem Elder Torres e Nando Motta, criadores do grupo, no elenco. A peça chega a São Paulo após cumprir temporada, em junho, em Belo Horizonte, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Ficha técnica:
Texto: Elder Torres | Direção: Larissa Matheus | Elenco: Elder Torres e Nando Motta | Cenografia: Cesar Bento | Figurinos: Guilherme Iervolino | Iluminação: Marina Artuzzi | Trilha sonora: Barulhista | Designer gráfico: Estúdio Renata Moura e Bisnaguinha de Ideias | Fotógrafo e Cineasta: Rodrigo Tavares | Coordenação de Projeto e Produção: Nando Motta e Elder Torres | Imagem material gráfico: Alice Ricci | Produção executiva: Michele Serra | Fotos: Samuel Mendes | Operador de Luz: Cesar Bento, Pati Morim Lobato e Ricardo Barbosa | Operador de som e projeção: Renato Hermeto | Cenotécnica: Thays do Valles | Realização: Coletivo Binário

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Onde: Sede Roosevelt. Praça Franklin Roosevelt, 210, Consolação

Quando: Sex, sáb. e seg, às 21h; dom, às 19h. De 26/10 a 26/11

Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada) – à venda na bilheteria do teatro uma hora antes da apresentação e em sympla.com.br

Duração: 60 minutos

Quantidade de lugares: 60 lugares

Classificação: 12 anos

‘Rés’

‘Rés’, da Corpórea Companhia de Corpos, discute o encarceramento de mulheres negras no Brasil. Foto: Gal Opido/Divulgação

O encarceramento de mulheres negras no Brasil é tema do espetáculo “Rés”, da Corpórea Companhia de Corpos, que faz única apresentação na SP Escola de Teatro, em 28 de novembro, às 21h. O trabalho propõe uma reflexão sobre a violência física e psicológica à qual essas presas estão submetidas.

Dirigida por Verônica Santos, “Rés” é a primeira parte de uma trilogia que investiga o lugar do corpo negro cotidiano nas artes cênicas. Nesta etapa, o grupo se propõe a um diálogo com a dança – e na sequência haverá uma montagem em teatro e uma terceira erguida a partir de movimentos performativos sobre a memória do corpo e sua máscara, a pele.

Embora o título do espetáculo sugira uma associação direta à cadeia, a obra amplifica o olhar sobre a condição de prisão, em denúncia daquilo que um corpo negro feminino sente ao ser encarcerado. Não existem presidiárias em cena, mas corpos expostos à situação que representem os diversos tipos de encarceramento.

A apresentação de “Rés” na SP Escola de Teatro faz parte do evento Novembro Negro, criado pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), que durante o período de 9 a 30/11, com o tema “Feminismo Negro e Política Criminal”. A programação inclui ainda cinco debates e a exibição de um filme, cujas abordagens estão ligadas às questões de raça, gênero, classe, espaço e território. Para mais informações sobre o Novembro Negro, acessar: www.ibccrim.org.br.

 

Ficha técnica
Concepção e direção: Verônica Santos | Intérpretes criadores: Débora Marçal, Malu Avelar e Verônica Santos | Direção musical: Melvin Santhana | Trilha sonora: Melvin Santhana e Manassés Nóbrega | Preparação de corpo cênico: William Simplício | Provocadores: Dina Alves e William Simplício | Iluminação: Danielle Meireles | Figurino: Débora Marçal e Wellington Adélia | Fotógrafo: Gal Oppido | Vídeo performance: Noelia Nájera | Produção executiva: UTPA

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Onde: Sede Roosevelt. Praça Franklin Roosevelt, 210, Consolação

Quando: Quinta-feira (28/11), às 21h

Quanto: Pague quanto puder

Duração: 50 minutos

Quantidade de lugares: 60 lugares

Classificação: 12 anos



Nossa programação também está no SP Estado da Cultura, ferramenta disponibilizada pelo Governo do Estado de São Paulo com os eventos de todos os equipamentos culturais do estado.

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