Cursos Regulares

Publicado em: 18/12/2018

A cada semestre, um tema diferente – e sempre em consonância com a realidade que nos cerca – é escolhido para ser desenvolvido pelos aprendizes da SP Escola de Teatro. O tópico conduz não só os trabalhos dos estudantes, mas as discussões, encontros e apresentações que acontecem na Instituição.

Assim, durante o período em questão, os aprendizes dos oito cursos regulares reúnem-se em pequenos grupos e apresentam seus experimentos, criações cênicas que vão amadurecendo graças ao feedback e ao trabalho de desenvolvimento que é feito em sala de aula.

Os experimentos são norteados por um operador – o modo pelo qual as técnicas e conteúdos são trabalhados –, pelos materiais de trabalho – que funcionam como um ponto de partida –, e pelos artistas-pedagogos, encarregados de trazer referências para os aprendizes.

No primeiro semestre de 2018, as investigações cênicas se concentraram no material “Corpos desviantes: Contra a imposição de um corpo padrão”, cuja proposta foi refletir sobre a existência de corpos que se desviam do padrão social imposto a partir de uma ideia de que o corpo/existência ideal é o do homem, branco, magro, heterossexual e rico.

Com uma palestra da atriz Elisa Lucinda para iniciar as discussões, os módulos verde (cujo eixo trabalhou questões pertinentes a personagem/conflito) e azul (cujo eixo foi performatividade) tiveram como operadores o poeta Abdias do Nascimento, a escritora Paul B. Preciado e o líder Yanomami Davi Kopenawa, um dos principais representantes da comunidade indígena brasileira.

Em março, Kopenawa veio à SP Escola de Teatro para uma conversa com estudantes, formadores e coordenadores dos cursos regulares — ele foi um dos mais de 130 artistas convidados pela Coordenação Pedagógica durante o ano. No encontro, o xamã tocou em questões que movimentam a arte contemporânea, como apropriação cultural e sexualidade, e contou um pouco sobre os costumes dos Yanomami, a sétima maior tribo indígena do Brasil.

No primeiro semestre, o artista-pedagogo do módulo Verde foi o dramaturgo argentino Raul Damonte Botana, mais conhecido como Copi; para o módulo azul, os artistas-pedagogos escolhidos foram a atriz e cantora Linn da Quebrada, vídeos gravados em aldeias por um grupo de cineastas ameríndios e a performer Michelle Mattiuzzi.

>> Leia o relato da estudante Hayla Cavalcanti sobre a apresentação de Michelle na SP Escola de Teatro, em março

Já as investigações cênicas desenvolvidas no segundo semestre foram pautadas pelo tema “Etarismo – Contra a estereotipificação do envelhecimento e da velhice”, com reflexões a partir das autoras Ana Maria Goldani, Bibiana Graeff e Mirian Goldenberg, e a proposta de investigar o preconceito contra pessoas idosas. Para dar início às discussões, a atriz Walderez de Barros participou de uma conversa com estudantes, formadores e coordenadores da Instituição.

No período, os módulos amarelo (cujo eixo foi narratividade) e vermelho (em que cada núcleo de criação escolheu seu próprio eixo) tiveram 12 filmes como artistas-pedagogos: “Ella e John”, “Divinas Divas”, “Eu, Daniel Blake”, “Deserto”, “A Juventude”, “Uma Lição de Vida”, “E se Vivêssemos Todos Juntos?”, “Amor”, “Up – Altas Aventuras”, “Mary e Max”, “Filho da Noiva” e “Copacabana”.




 

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