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Três candidatos em um dia de teste

Publicado em: 01/01/2010

A carioca Dione Carlos, 32, candidata ao curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, acordou às 7h nesta quinta-feira (14), um pouco mais cedo para poder café da manhã com tranquilidade: pão na chapa e café com leite numa padaria a caminho do metrô.  Chegando ao Brás, onde encontra-se a sede provisória da Escola, ela se sentou para observar a movimentação.
“Parei um pouco para ver o cotidiano desse bairro peculiar de São Paulo. O Brás me remete a nostalgia de uma elegância que já foi embora”, disse Dione.
Nos exercícios realizados durante a prova de Dramaturgia, ela olhou através da janela a sala do Diretor Artístico, Ivam Cabral, e notou um vaso com espada-de-são-jorge. “Adoro essa planta. É a planta de um guerreiro, de um desbravador. Me senti no lugar certo”, conta a candidata.
Fabiana Cristina Virgílio, 25, veio de Araraquara, interior de São Paulo. “Saí ontem de casa para chegar em São Paulo. Dormi na casa de uma amigo meu, que também havia feito minha inscrição na Escola através de uma procuração. Ele fez até um mapa pra eu saber como chegar na prova”, conta Fabiana com o mapa na mão.
Ela diz que ser do interior de São Paulo faz com que sua imaginação crie situações inusitadas na capital, desconstruindo a realidade urbana. “Um metrô não é só um metrô, mas também pode ser um tatu bola gigante”, brinca. “Acho que o olhar do interior limpa a imagem deturpada da metrópole, criando outras imagens poéticas”, afirma a candidata.
Já Gustavo Dias, 30, conta ter apoio inclusive da sogra para estudar Dramaturgia. “Fiquei sabendo da existência da Escola através da mãe da minha namorada, que é de um grupo de teatro. Foi ela também quem me contou que eu havia passado para a segunda fase da Escola”, revela Gustavo, que veio de ônibus e chegou às 8h15 para a prova, sendo um dos primeiros candidatos a chegar. “Estava ansioso, fiquei ainda mais quando percebi a qualidade de todos os concorrentes. Isso me deu mais vontade de ser um dos artistas-aprendizes da Escola”, conclui Gustavo.