Teatro do Vestido Entra em Cartaz na Escola

Publicado em: 25/03/2013

Cena de “Calamidade” (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

 

Em agosto do ano passado, o grupo português Teatro do Vestido encenou o espetáculo “Calamidade” no Citemor, o festival de teatro mais antigo de Portugal. Realizado pelo Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho, o evento se passa na vila de Montemor-o-Velho, em Coimbra, e recebe o trabalho de diversos coletivos locais e internacionais. No último dia do festival, Tânia Guerreiro, Gonçalo Alegria e Joana Craveiro apresentaram a primeira parte do projeto “Monstro”. Em dezembro de 2012, expandiram a pesquisa com a segunda parte, chamada “Hecatombe”. No último fim de semana, o trio estreou no palco da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Até o mês de abril, a trupe segue em residência artística, em um trabalho conjunto com os aprendizes.

 

Na última sexta-feira (22), “Calamidade” veio para dar nome a um monstro mundial: Crise. O espetáculo revolve a história de Portugal, desde os tempos da colonização, e investiga sua atual situação na economia europeia. Com direção de Mauricio Paroni, a peça explora a perda da memória histórica e, consequentemente, a  falta do senso de direção, que também respinga no Brasil. “Somos assombrados pela glória e honra antigas, por descobertas das quais vocês são vítimas”, diz a personagem de Joana Craveiro. No cenário, uma estante cheia de pastas, armários contendo arquivos, quadros, mapas, fotos. De objetos que carregam memórias, a ironia revela gavetas e pastas vazias.
 
 

Tânia Guerreiro, à frente, Joana Craveiro, atrás e Gonçalo Alegria, ao fundo (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)
 
 
Na composição das cenas, iluminação e sonoplastia ficaram a cargo dos aprendizes da Escola. Durante a semana, o grupo se debruçou para encarar as três montagens, sendo que a última segue em construção.

Junto à semana da estreia do projeto “Monstro”, o Módulo Azul também abriu suas salas de trabalho no Território Cultural. A atriz Tânia Guerreiro não pode deixar de elogiar o empenho da equipe. “Eu estou comovida com tanta generosidade. A semana foi agitada por conta da estreia e, simultaneamente, com o Experimento deles. Não conseguimos trazer nada do cenário original, e eles nos ajudaram com tudo. Estamos felizes com a recepção de todos”, agradeceu.

 
 
Amanhã e quarta (26 e 27), será a vez de “Hecatombe”. E, na semana seguinte (dias 2 e 3 de abril), os portugueses encerram com “Apocalipse”. 

 

Serviço:
Peça: “Hecatombe”
Direção e dramaturgia: Maurício Paroni de Castro.  Produção: Joana Vilela. Co-criação e interpretação: Gonçalo Alegria, Joana Craveiro, Tânia Guerreiro
Quando: Terça e quarta-feira (dias 26 e 27), às 21h

 

Peça: “Apocalipse”
Direção e dramaturgia: Maurício Paroni de Castro.  Produção: Joana Vilela. Co-criação e interpretação: Gonçalo Alegria, Joana Craveiro, Tânia Guerreiro e Aprendizes da SP Escola de Teatro
Quando: Terça e quarta (dias 2 e 3 de abril), às 21h
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210 – Consolação
Tel. (11) 3775-8600
R$ 10 (aprendizes e formadores da SP Escola de Teatro têm entrada gratuita)

 

Texto: Leandro Nunes

 

 

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