Tarde Movimentada na SP Escola de Teatro

Publicado em: 18/07/2011

Para não perder a aula-espetáculo “A Arte de Representação ou Como Ser Verdadeiro Mentindo e Vice-Versa”, ministrada por Bete Dorgam, artista-residente do curso de Humor da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, junto com os palhaços Dagoberto Feliz e Ésio Magalhães, muitos aprendizes tiveram que correr do Teatro Anhembi Morumbi para a SP Escola de Teatro.

 

Os atores encararam os “expositores” Dr. D. Pendy, Mme. Elizabeth The Queen e Zabobrim Macambira Bira Bora Borges Junior de Alencar que, durante a aula-espetáculo, mostraram tudo o que sabem sobre a arte de representar com base em famosos vídeos postados na internet. 

 

Assim, Ana Maria Braga, a Bispa Sônia e o Bispo Edir Macedo e até um garotinho que cortou seu cabelo escondido da mãe serviram de exemplos de atuação no cômico espetáculo que, no enredo, abordava as especificidades das artes cênicas e os segredos de como ser verdadeiro mentindo.  O final da aula-espetáculo, momento aberto a perguntas, arrancou gargalhadas da plateia que lotava a sala.

 

Enquanto isso, nas salas da SP Escola de Teatro…

 

Outras atividades completaram a programação do último Território Cultural do semestre. Na sala 33, por exemplo, a aprendiz de Atuação Juliana Straub realizou apresentações cênicas baseadas no texto “Hamlet Machine”, de Heiner Muller, em quatro sessões, de 15 minutos cada.

 

Às 14h, em uma sala escura, iniciou-se a atividade de introdução ao vídeo mapping, com o artista plástico e videoartista Gabriel Netto. Vídeo mapping é uma técnica baseada na projeção de vídeos em três dimensões sobre objetos reais. Dessa forma, Netto criou diversos efeitos de iluminação e cenografia, em tempo real. 

 

Houve, também, leitura de mini peças. Assim, os atores Thiago Adorno e Paula Sassi “interpretaram” alguns textos escritos por aprendizes de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. 

 

Ao andar pela Escola, era possível observar algumas instalações do curso de Iluminação. Nos banheiros feminino e masculino, a aprendiz Elaine Batista colocou lâmpadas com luzes coloridas coladas nas paredes revestidas por papel celofane transparente. A aprendiz nomeou a instalação de “A Incubadora”.

 

Os aprendizes Luana Belem e Ivan Santos mostraram sua instalação em uma sala. A decoração seguia o tema do projeto: “Reflexão”. Santos conta que, a partir desse mote, fizeram “um jogo de palavras sobre a reflexão pessoal e o reflexo de luz”. 

 

Para exemplificar essa ideia, colocaram um grande pedaço de vidro suspenso, no meio da sala escura. De um lado, podia-se ver sua imagem refletida, como se fosse um espelho, do outro, apenas a luz direcionada. Luana conta que quiseram trabalhar, ainda, a questão do narcisismo, no qual a pessoa fica contemplando sua imagem. “Assim, conseguimos abordar a inquietação pessoal de cada um.”

 

Perto dali, as aprendizes Carliene Tosta e Isadora Adamy também fizeram sua instalação. Carliene diz que elas se basearam no Teatro de Serafim, de Antonin Artaud. “Estudamos e pesquisamos muito sobre teatro de sombras. Tivemos a ajuda do diretor executivo da Instituição, Ivam Cabral, que nos concedeu uma ‘entrevista’ sobre o assunto.” 

 

Depois, cada uma escreveu um texto e escolheu uma música que representasse suas vidas. Os textos podiam ser ouvidos – com a narração das próprias aprendizes.