Teatro da Vertigem, Lighting Studio e SP realizam 2ºencontro do 5º Seminário de Iluminação Cênica com a temática A Luz na Narrativa Preta

O Teatro da Vertigem, o canal Lighting Studio e a SP Escola de Teatro realizam neste sábado, 18/12, o segundo encontro da quinta edição do Seminário de Iluminação Cênica. Nestes dois encontros, profissionais de iluminação se reúnem digitalmente para trocarem olhares e experiências sobre a área, colocando a perspectiva da pesquisa e experimentação como elementos primordiais num processo criativo.

Teatro da Vertigem, Lighting Studio e SP Escola de Teatro realizam 5º Seminário de Iluminação Cênica com a temática A Luz na Narrativa Preta

Nesta edição, com o tema “A Luz na Narrativa Preta”, os destaques são as discussões a partir do trabalho que vem sendo desenvolvido por diversos profissionais da luz em coletivos teatrais negros. Partindo dessa premissa, os principais questionamentos e provocações apresentados nas conversas serão:

Como conseguimos valorizar esses corpos? Quais são as referências?
O processo de iluminar se transforma a partir dos corpos que estão presentes em cena?

Como é construído o olhar para a narrativa de histórias e corpos pretos na dramaturgia da luz apesar de sermos obrigados a beber de fontes eurocêntricas dentro de nossa formação?

A história da arte que nos foi ensinada lá atrás é branca e não abarca outros povos de maneira legítima, quais os caminhos que fizemos para descortinar isso e apresentar uma cena a partir da nossa perspectiva?

De que forma refletir esse processo dialoga com o pensamento decolonial?

Participam das mesas diversos profissionais da luz como Danielle Meireles, Gabriele Souza, Clayton Nascimento, Nando Zambi, Ivanilde Santos da Silva, Brisa Lima, Alexandra Melo, Dedê Ferreira, Lucas Moura e Mila Pitombo que trazem novos olhares e experiências sobre o processo criativo, a metodologia de trabalho e a pesquisa em iluminação.

O encontro será transmitido ao vivo nos canais do YouTube da SP Escola de Teatro e do Lighting Studio.

Idealização: Guilherme Bonfanti e Francisco Turbiani
Curadoria: Danielle Meireles
Direção de imagem: Padu Palmerio
Moderador de chat: Jess Belarmino
Operação de streaming: João Paulo Melo
Direção de arte: Guilherme Luigi
Realização: SP Escola de Teatro, Teatro da Vertigem e Lighting Studio

MESA – 18/12 (SÁBADO)

18.12 das 11hs as 13hs
Onde: Canal do Youtube do Lighting Studio e da SP Escola de Teatro
Mediação: Brisa Lima (RJ)
Participantes: Alexandra Melo (SC), Dedê Ferreira (SP), Lucas Moura (SP), Mila Pitombo (BA) e Anna Maria Moura (MT)

Mediação: Brisa Lima

Brisa Lima é natural do Rio de Janeiro, formada em Fotografia – Tecnólogo, pela Universidade Estácio de Sá e Bacharel em Cenografia e Indumentária pela UNIRIO – Universidade federal do Rio de Janeiro. Começou a fazer teatro em 2001 na UERJ como atriz onde conheceu a iluminação cênica e a escola de artes técnicas Spectaculum onde cursou teatro e iluminação. A partir daí trabalhou com grandes profissionais como Aurélio de Simone, Leysa Vidal, Eduardo Salino e Jorginho de Carvalho. Há 19 anos no mercado desempenhando funções como técnica, assistente e operadora de luz, dentro e fora do país em espetáculos de teatro e dança, shows, programas de televisão, exposições, desfiles de moda, eventos, clipes musicais, desfiles de escola de samba entre outros, seu primeiro trabalho como iluminadora foi em 2010 para o infantil “Zé Vagão da Roda fina e Sua mãe Leopoldida” e de lá pra cá não parou. Seu último trabalho foi para a mostra multilinguagem “Corpos Visíveis” onde também atuou como cenógrafa. Seu ponto forte é a Gambiologia e o reenlace entre iluminação e cenografia.

Convidados:

Lucas Moura

Lucas Moura, 28 anos, cursando Pedagogia pela USP, é formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro (2015), pela Escola Livre de Teatro (2016) e pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi (2019). É também ator formado pela Cia. do Nó de Teatro (2016). Contemplado como dramaturgo em editais como Proac Primeiras obras com o espetáculo “CENTREVILLE” (2015), Prêmio Funarte Respirarte com o espetáculo “Canto para descolonizar meu pranto” (2020), Prêmio Solano Trintade para Dramaturgias negras e Prêmio Zé Renato com o espetáculo “Como criar para si um corpo negro sem órgãos” (2020), Prêmio Dramaturgias da Pandemia com o espetáculo “Quase Sempre um sonho” (2020) e Dramaturgias do Tempo do Teatro da USP (2021) com “Conceição”. Como roteirista e diretor de podcast foi um dos vencedores do edital “Sound Up Brasil” do Spotify que premiou 20 podcasters negros e indígenas de todo o Brasil. Seu podcast “Calunguinha, o cantador de histórias” será lançado em 2021 com participação de Lázaro Ramos. Foi um dos curadores do Edital “Arte como respiro” de Literatura do Itaú Cultural (2021) e um dos 20 poetas selecionados no Primeiro Slam Cultura Inglesa. Em junho de 2021 estreou como dramaturgo seu espetáculo “Desfazenda – me enterrem fora desse lugar” com o grupo teatral “O Bonde”, direção de Roberta Estrela D’Alva e participação de Grace Passô, o espetáculo foi indicado ao prêmio APCA 2021. Trabalha atualmente como Artista Docente de Dramaturgia na SP Escola de Teatro, como Orientador de Dramaturgia do projeto Fábricas de Cultura da Zona Leste.

Dedê Ferreira

Dede Ferreira ( Clebio Ferreira) é artista plástico, produtor cultural, arte educador e palhaço. Atua na aréa cultural desde 2003, fundador e coordenador da Associação Cultural Quilombaque desde 2005. Atua, desde 2010, como Iluminador desenvolvendo trabalhos na área do Teatro, Dança, Shows, Exposições, entre outros. Desenvolveu diversos trabalhos com iluminação, dentre eles: “Na Fresta” Luciane Ramos na Bienal Sesc de Dança 2021, Exposição Zona da Mata de Rodrigo Bueno no MAM (2021), Coordenou a iluminação dos Festival Negras Melodias do Universo Afromusic (2021), Festival Noites dos Tambores (2011 a 2019), e do 1º Festival Internacional de Circo da Cidade de São Paulo “FIC” (2018), no teatro trabalhou nos espetaculos“ “Morro como um país” da Cia Kiwi ( Premio Shell melhor Atriz), espetáculo “ Mistérios Gozosos” Teatro Oficina, espetáculo “Sangoma” da Cia Capulanas de arte negra, realizou shows com as bandas Mantiqueira, Orquestra Mundana Refugi, Tassia Reis, Banda Aláfia, Marisa Orth entre outros, no cinema realizou a montagem de Luz do Vídeo Clipe” Semana” de Rael da Rima (2013), Montagem de Luz do filme ” Invasores”, da TV Cultura (2013), Desfile do SPFW (2016) na FAAP, da estilista Gloria Coelho.

Alexandra de Melo 

Iluminadora, arte-educadora, produtora e atriz no Coletivo NEGA. Estuda Licenciatura em Teatro na Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC. Pesquisa sobre luz para o corpo e no teatro negro, pesquisa iniciada no Luz Laboratório. Trabalha com iluminação cênica para diversos grupos de teatro de Florianópolis em espetáculos teatrais e shows, atuando também com responsável técnica pela iluminação cênica das duas edições da Mostra Camaleoa – mulheres fazendo arte em Balneário Camboriú.

Mila Pitombo

Atriz e iluminadora baiana. Começou a trabalhar com iluminação em 2006, em Belo Horizonte, como técnica e operadora de luz de “Quando você não está no céu”, desenho de luz de Telma Fernandes. Também trabalhou com: Rodrigo Marçal, Bruno Cerezoli, Marina Arthuzzi e Bruno Magalhães. Criou luz para os espetáculos ¨Solo para coisas não esquecidas¨ de Julia Branco(BH), ¨Sobre Nós¨ improvisando na luz com a UMA COMPANHIA de BH. Foi Coordenadora técnica do FIMPRO I (Festival Internacional de Improvisação) e FIMPRO II em BH. No México, criou luz para ¨Batrácio¨ de Maurício Galaz e ¨Debotas al Votox¨, entre outros espetáculos de Improvisação. De regresso a Salvador, foi técnica e operadora de luz de ¨Medeia Negra¨, do Grupo de Teatro VilaVox, ¨OXUM”, do Grupo de Teatro NATA; “Pele Negra, Máscaras Brancas¨, com direção de Onisajé; entre outros. Coordenou as duas edições do Festival ÌYÁ´S; foi uma das 3 ministrantes do Projeto IluMina,premiado pelo edital Jorge Portugal, dando aulas e orientando mais de 60 mulheres no estado da Bahia; e, Iluminou o projeto ¨Bahia de Todos os Pretos¨ da produtora HUB MPA. Atualmente, cria luz para diversos shows, dá aulas online e participa como assistente, técnica e operadora de diversos eventos culturais.

Anna Maria Moura

É artista marginal que desenvolve pesquisas em relação à literatura (Poetry Slam) e audiovisual negro, culturas de periferia (Batalhas de Rima) e demais intervenções artísticas urbanas desde 2018. Possui formação em Teatro com ênfase em Iluminação Cênica pela Unemat e é graduanda de Rádio e TV pela UFMT. Atua no Coletivo de Audiovisual Negro Quariterê desde 2017. Participou como produtora do curta Como ser racista em 10 passos de Isabela Ferreira. 

 

 




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