Silêncio no Palco

Publicado em: 11/07/2011

Os aprendizes do curso de Humor sempre utilizam o espaço da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco para praticar seus exercícios. Gritos, encenações, risadas e correria são apenas algumas das ações vistas pela Escola.


Dessa vez, a palavra de ordem para estes mesmos aprendizes era “silêncio”. Até as palmas, ao final de cada apresentação, eram representadas por mãos trêmulas ao alto. Isso tudo fazia parte dos esquetes de palhaços exibidos pelos aprendizes.


O exercício funcionava da seguinte forma: cada um faria uma representação muda de palhaços, baseada em um estímulo sonoro. A música foi escolhida pela artista residente Bete Dorgam e deveria ser seguida à risca. A quantidade de minutos da melodia deveria representar o tempo de cena.

 

Diante disso, os aprendizes se vestiram a caráter e colocaram a mão na massa. Ensaiaram, bastante, para que o tempo fosse respeitado e se apresentaram frente aos colegas e à Bete.

 

Um dos aprendizes, Gabriel Granado, comenta quão importante são, para ele, esses ensaios: “Eu trabalho como palhaço, em festas e eventos, por isso, essas ‘palhaçadas’ que fazemos na Escola, me ajudam na hora de encenar fora daqui”.

 

Apesar de parecer rotineiro para eles, nem todos ficam tão tranquilos antes de se apresentar. O aprendiz Diego Gonçalves admitiu ter ficado tenso enquanto esperava sua vez. “Perdi um pouco o foco no final da apresentação e acabei me enrolando. Deixei de fazer algumas coisas que tinha ensaiado porque estava muito nervoso.”

 

Para ajudar a fazer uma avaliação e, consequentemente, uma reflexão sobre o trabalho realizado, após cada apresentação, Bete convida os outros aprendizes a criticar, elogiar e/ou dar dicas para melhorar a cena.

 

Os aprendizes estão fechando o semestre com esse trabalho baseado em “palhaços mudos”. Na volta às aulas, o silêncio dará lugar, novamente, à agitação diária que tanto alegra a Escola.