Raul Teixeira e Francisco Turbiani analisam os experimentos cênicos do Módulo Vermelho

Publicado em: 03/10/2016

Os aprendizes do Módulo Vermelho da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco fizeram a primeira abertura de seus experimentos cênicos neste sábado. Os estudantes dos oito Cursos Regulares se uniram em pequenos núcleos para criar cenas sob a influência do conceito de “Philia”, apropriado do psicanalista Jorge Forbes, a partir da leitura de relatos de amizade.

 

Aprendizes do Núcleo 5 em experimento do Módulo Vermelho


Como ocorre apenas neste Módulo, os aprendizes puderam escolher com qual eixo (narratividade, performatividade e personagem-conflito, entre outros) gostariam de trabalhar. Segundo Raul Teixeira, coordenador do Curso Regular de Sonoplastia, essa liberdade de experimentação estética e de linguagem mostra como os artistas saem da Escola cada vez mais preparados.
 
“Nós vemos uma apropriação cada vez maior de tudo o que discutimos nas aulas, com mais clareza, rigor e organização. Eu vejo, desde o primeiro experimento, que eles respondem imediatamente aos elementos e provocações cênicas que colocamos. Percebemos que eles saem da sala de aula com todas as áreas muito bem articuladas (cenário, figurino, luz, som, texto) e com enorme rigor estético”, diz.
 
Aprendizes do Núcleo 1 em experimento do Módulo Vermelho
 
A primeira abertura dos experimentos demonstrou, para o coordenador, que os aprendizes tiveram um grande cuidado com a preparação do som e da luz e o domínio do palco. “É bacana entrar em uma sala de experimento e ver a transformação de cenário, de posição de plateia, de domínio do espaço cênico – usando o espelho, ou colocando em arena ou como plateia do teatro italiano.  É um pouco do teatro contemporâneo, que se apresenta em espaços menores, para plateias pequenas e próximas, o que requer uma técnica e a prática de estar sempre experimentando e estudando”, avalia.
 
“É impressionante a evolução de domínio do palco, de voz, de entendimento. É muito rápido. Com apenas um mês de encontro, vemos um trabalho com tanta pureza, tanta investigação.”
 
Aprendizes do Núcleo 7 em experimento do Módulo Vermelho
 
O formador Francisco Turbiani, do Curso Regular de Iluminação, que também acompanhou os experimentos, considera que os núcleos obtiveram um resultado consistente esteticamente. “Achei que as cenas estão muito bem trabalhadas. Não é sempre que no primeiro experimento já vemos um trabalho tão redondo, mas que não é só forma. As cenas têm conteúdo, têm uma discussão”, comenta. 
 
Os aprendizes criaram cenas que resumiam bem os temas que eles queriam abordar. “As cenas são mais desdobramentos de temáticas a partir da provocação da ‘philia’ do que exatamente sobre ‘philia’. Esses apontamentos temáticos bem definidos vão dar um caminho para que eles sigam no processo”, explica. 
 
Aprendizes do Núcleo 3 em experimento do Módulo Vermelho
 
Até o final do ano letivo, os estudantes do Módulo Vermelho têm ainda outras duas aberturas dos experimentos cênicos. “O trabalho deles, agora, é desenvolver esse material, verticalizar as pesquisas. Vamos ver para onde isso vai”, diz Turbiani.



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