Prática dentro e fora da cena

Publicado em: 01/01/2010

Para Telumi Helen, arte-educadora do curso de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro, “o ensino de uma arte deve vir atrelado ao conhecimento histórico da cultura humana”. Dessa forma, o aprendizado teórico de diferentes áreas acaba contribuindo para a composição de cenários e figurinos inovadores.

”Queremos resgatar essa interdisciplinaridade com as diferentes áreas do saber”, conta. Para Telumi, a técnica é importante, mas a melhor técnica é aquela que vem fundamentada pelo conhecimento, resultando em um saber como fazer.

“Iremos incorporar aulas com visitação a museus e outras exposições. Incorporar a leitura da filosofia, da literatura e a escuta da música. Somente através das outras linguagens artísticas é que podemos compreender melhor o teatro, pois o teatro aglutina todas as artes”.

Um dos fatores que cenógrafos e figurinistas não podem ignorar é o desenvolvimento da tecnologia humana, que nos últimos dez anos sofreu fortes alterações. Para acompanhar essa expansão tecnológica, o profissional deve seguir constantemente as novidades do setor e saber o uso que novos equipamentos podem beneficiar na cena teatral.

“Não dá mais para ser aquele artesão no sentido cru. É preciso ser um artesão ‘antenado’, que conheça as novas tecnologias para trabalhar a construção da cena”, afirma. “Por exemplo, se alguém quiser falar do tema ilusão, temos que pensar em como projetar um mundo mental no espaço cenográfico. A tecnologia participa ativamente desse movimento”, conclui a arte-educadora.




 

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