Ponto | Uma peça ‘maquiavélica’

Publicado em: 07/10/2014

Nem só de política esteve ocupada a mente de Nicolau Maquiavel (1469-1527), historiador, diplomata e filósofo italiano. Pelo contrário: dedicou-se também à música, à poesia e até ao teatro.

 

É dele a peça teatral “A mandrágora”, que provavelmente foi escrita em 1503, e é considerada a comédia de maior repercussão do Renascimento. Na trama, repleta de ganância e manipulação, Calímaco, um jovem rico, se finge de médico e inventa um excêntrico tratamento à base de mandrágora, raiz cujas lendas diziam que poderia ser fatal e afrodisíaca, conforme sua utilização.

 

O objetivo do impostor é conquistar a honesta Lucrécia, que não consegue engravidar do marido, um homem muito rico e tolo. Nessa missão, o jovem consegue o apoio da mãe, de um frei inescrupuloso e do próprio marido de sua pretendida. 

 

Encenação de “A mandrágora” dirigida por Paulo José, em 1975, com DIna Sfat e Ney Latorraca no elenco

 

Tida como um marco no teatro ocidental, a peça de Maquiavel carrega sua mais forte marca: a arte da estratégia política, de como utilizar até os mais sórdidos meios para conquistar seus objetivos. Em “A mandrágora”, essa temática surge “maquiada” pela história da conquista amorosa.

 

No Brasil, a peça ganhou versões de diversos encenadores e grupos conceituados. Em 1962, Augusto Boal a montou no Teatro de Arena, com Paulo José e Maria Alice Vergueiro no elenco.

 

Depois, em 1975, Paulo José encenou o texto, com participação de Dina Sfat e Ney Latorraca.  Mais recentemente, o Grupo Tapa, sob direção de Eduardo Tolentino, também levou a peça aos palcos.

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