Papo de Teatro com Mara Faustino

Publicado em: 23/07/2012

Mara Faustino é atriz

Como surgiu o seu amor pelo teatro?
Desde cedo, no interior, participava de espetáculos teatrais no colégio. Daí surgiu minha paixão pelo teatro.

Lembra da primeira peça a que assistiu?
“Pluft, o Fantasminha”, de Maria Clara Machado, no Teatro Municipal da minha cidade, Presidente Prudente. Eu era bem criança e fiquei fascinada.

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver teatro foi…
Todos os que assisti com direção de Antunes Filho e do grande Fauzi Arap.

Um espetáculo que mudou a sua vida?
Foram vários, mas a primeira montagem Bella Ciao, de Luís Alberto de Abreu, me encantou e me fez ter certeza de que queria continuar a ser atriz.

Você teve algum padrinho no teatro?
Padrinho, nenhum. Mas tive sempre muitos amigos que me deram dicas.

Já saiu no meio de um espetáculo?
Nunca.

Teatro ou cinema?
Adoro os dois, mas atualmente estou amando mais o cinema. Tenho muita vontade de atuar mais em cinema.

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado. E por quê?
Os espetáculos de Nelson Rodrigues, dirigidos pelo Antunes. E qualquer um dirigido pelo Fauzi Arap.

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? E por quê?
Vários. Quando gosto muito, faço questão de ver mais de uma vez, assim como assisto várias vezes a um filme que me emociona.

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro?
Nelson Rodrigues, porque mudou a dramaturgia brasileira. Admiro muito também outros autores brasileiros, como Plínio Marcos, que foi um grande amigo, além dos textos de Ênio Gonçalves, meu marido. E Shakespeare, que é universal.

Qual companhia brasileira você mais admira?
Temos várias companhias que desenvolvem trabalhos maravilhosos de pesquisa. Não saberia citar uma só.

Existe um artista ou grupo de teatro que você acompanhe todos os trabalhos?
Como também estou sempre trabalhando, fica difícil acompanhar todos os trabalhos dos colegas.

Qual gênero teatral você mais aprecia?
Gênero é uma definição questionável. Gosto do bom teatro.

Em qual lugar da plateia você gosta de sentar? Qual o pior lugar em que você já se sentou em um teatro?
Quando o espetáculo agrada, qualquer lugar é bom. Mas se não agrada…

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou?
Os dois.

Fale sobre o melhor espaço teatral que você já foi ou já trabalhou.
Os dos Sesc’s são sempre ótimos, com toda estrutura. Adoraria que todos fossem assim.

Como seria, onde se passaria e com quem seria o espetáculo dos seus sonhos?

Nossa! Nunca pensei sobre isto.

Cite uma Iluminação surpreendente.
Flávio Rangel, que já morreu, era um grande iluminador e foi quem primeiro me surpreendeu.

Cite um cenário surpreendente.

Aquele que não está lá, mas você vê.

Cite um ator que surpreendeu as suas expectivas.
Temos muitos atores e atrizes fantásticos. Não saberia citar um só.

O que não é teatro?
Acho que tudo pode ser teatro.

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?
Atualmente, parece que sim. Não que eu aprecie tudo.

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?
Tenho me perguntado isto também.

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?
Shakespeare é imprescindível.

Cite um diretor (a), um autor (a) e um ator/atriz que você admira.
Diretor: Fauzi Arap; autor: Nelson Rodrigues; ator: Ênio Gonçalves.

Qual o papel da sua vida?
Não sei.

Uma pergunta para William Shakespeare, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht ou algum outro autor ou personalidade teatral que você admire.
Para o Nelson: “Você poderia imaginar, um dia, que seria considerado uma unanimidade, já que você dizia que toda unanimidade é burra?”.

O teatro está vivo?

Sim, e não vai morrer nunca.