Papo de Teatro com Humberto Vieira

Publicado em: 13/08/2012

Humberto Vieira é ator e diretor

Como surgiu o seu amor pelo teatro?
Assistindo aos espetáculos do Circo Teatro Serelepe.

Lembra da primeira peça a que assistiu? Como foi?
Foi “O Morro dos Ventos Uivantes” no galpão de lata do Circo Teatro Serelepe. Minha lembrança é de encantamento e medo

Houve algum espetáculo que mudou a sua vida?
“Teatro do Ornitorrinco canta Brecht e Weill”.

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver o teatro foi…
 Les Éphémères, do Théâtre du Soleil.

Você teve algum padrinho no teatro?
Meu padrinho foi o dramaturgo Carlos Carvalho que me fez perceber o encenador que havia em mim.

Já saiu no meio de um espetáculo?
Não, pelo meu excessivo otimismo com a raça humana.

Teatro ou cinema?
O teatro, por ser minha linguagem.

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado. E por quê?
“Macunaíma”, pela estonteante beleza e contundência.

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? E por quê?
Sim. Sempre que eles me proporcionam verdadeiro prazer.

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro?
O brasileiro Qorpo Santo e o alemão Heiner Müller, pela crítica social, ousadia e estilo.

Qual companhia brasileira você mais admira?
Teatro Oficina Uzyna Uzona.

Qual gênero teatral você mais aprecia?
Tragicomédia.

Em qual lugar da plateia você gosta de sentar?
Gosto da quinta fila, no centro.

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou?
Existe peça ruim e encenadores idem.

Como seria, onde se passaria e com quem seria o espetáculo dos seus sonhos?
É o espetáculo que está em gestação e que vai se passar na cabeça do público.

Cite uma Iluminação surpreendente.
Maneco Quinderé para “In on It”.

Cite um cenário surpreendente.
“Origem”, de Bia Lessa.

Cite um ator que surpreendeu as suas expectativas
Danilo Grangheia.

O que não é teatro?
Tudo o que não está contido na cena.

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?
Só é válido se for verdadeiro.

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?
O de manter a tangibilidade.

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?
Todas as do Brecht.

Cite um diretor (a), um autor (a) e um ator/atriz que você admira.
Gerald Thomas, Bertolt Brecht e Fernanda Montenegro.

Qual o papel da sua vida?
“Mack the Knife”.

Uma pergunta para William Shakespeare, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht ou algum outro autor ou personalidade teatral que você admire.
“Brecht, você toparia uma luta de boxe em oito rounds com luvas de quatro onças?”.

O teatro está vivo?
O teatro continua vivo. Quem agoniza é a política cultural do País.