Matteo Bonfitto lança livro na SP Escola de Teatro

Publicado em: 13/05/2014

O ator, diretor e pesquisador Matteo Bonfitto lançará seu livro “Entre o ator e o performer – Alteridades – Presenças – Ambivalências” (Ed. Perspectiva, 256 págs., R$ 45), na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, amanhã (14), a partir das 19h30, com entrada gratuita e aberta ao público. 

 

Na ocasião, também haverá a mesa de discussão “Desafios para um artista da performance”, da qual Bonfitto participará ao lado de Ana Goldestein e Cassiano Quilici, com mediação de Juliana Moraes. A programação faz parte dos “Encontros sobre performance”, promovidos pela SP Escola de Teatro.

 

Em seu novo trabalho, Bonfitto lança um olhar “sobre as tensões existentes entre o trabalho do ator e o trabalho do performer” a partir da análise de vários casos e obras. 

 

“Reconheço várias ambivalências e aspectos que permeiam os dois campos e ao mesmo tempo vão além do próprio fazer artístico. Não é possível nomear tais tensões fora do processo de reflexão, isso seria banalizá-las. A proposta é ampliar a percepção dessas tensões”, comenta.

 

Autor de artigos e livros como “O ator compositor” (Ed. Perspectiva, 2002) e “A cinética do invisível” (Ed. Perspectiva, 2009), Bonfitto investiga o ator-performer há muitos anos. “Busco ampliar o sentido do verbo ‘atuar’, a fim de diferenciá-lo dos verbos ‘interpretar’ e ‘representar’. ‘Atuar’ abre aqui uma série de processos e possibilidades que convergem para a produção de vida de inúmeros materiais expressivos e que se distinguem do que normalmente se entende por interpretação e por representação”, explica.

 

O renomado crítico de teatro, ensaísta e professor Jacó Guinsburg analisou a obra e escreveu: “Matteo Bonfitto vem se preocupando ao longo de sua carreira, em que livros, espetáculos e performances lhe conferem um lugar todo seu no palco e nos espaços teatrais paulistas, com não só o fenômeno que constitui o teatro na sua corporeidade e objetividade, ou seja, a representação na relação ao vivo entre emissor e receptor, como com o núcleo, para não dizer a célula central e vital dessa obra ao vivo que é o intérprete, o performer, no ato instaurador e constitutivo de sua proposta ao espectador: a performance da interpretação”.

 

Matteo Bonfitto

Matteo Bonfitto é ator, diretor, e pesquisador teatral. Cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP). Fez a graduação no DAMS – Departamento de Arte, Música e Espetáculo  da Università degli Studi di Bologna, Itália. É Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e Ph.D. pela Royal Holloway University of London, Inglaterra.

 

Permanece de 2002 a 2006 na Europa com uma bolsa da Capes desenvolvendo uma pesquisa teórico-prática sobre o trabalho do ator no teatro de Peter Brook. Além do trabalho artístico no teatro profissional, apresentado no Brasil e no exterior, é professor do Departamento de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

Tem vasta experiência na área de Artes, sobretudo no que diz respeito aos processos de atuação do ator-performer. Publicou inúmeros artigos sobre esse tema, bem como os livros “O ator compositor” (Ed. Perspectiva, 2002) e “A cinética do invisível” (Ed. Perspectiva, 2009). Em 2010, foi convidado a desenvolver uma pesquisa junto ao The Graduate Center – CUNY, em New York. É diretor artístico do Performa, Núcleo de Pesquisa e Criação Cênica.

 

Inúmeras experiências contribuiram para a sua formação, dentre as quais cabe ressaltar o encontro com artistas como: Luiz Damasceno, Celso Frateschi, Enrico Masseroli, Judith Malina, Josef Svoboda, Onoe Ozomu, John Kalamandalam, Beth Lopes, Yedda Chaves, Gennadi Bogdanov, Yoshi Oida, Tapa Sudana, Sotigui Kouyaté, Gisela Dória, J.Ed Araiza, Tom Nelis, Barney O’Hanlon, Leon Ingulsrud, Stephen Webber, Akiko Aizawa, Ellen Fisher, Tom Bogdan, e Lenny Harrison.

 

Com o núcleo Performa, participa dos espetáculos: “Silêncio”, de Peter Handke, direção de Beth Lopes; “Descartes”, escrito por ele e Fernando Bonassi a partir da “Meditação IV” de René Descartes: “Do verdadeiro e do falso”; “Em algum lugar”, de Oliver Sacks; “São Paulo é uma festa”, de Fernando Bonassi; “O mentiroso”, de Bianca Zanatta; “All scars are Nice and clean”; e “Nativo”.

 

Dentre os outros espetáculos e performances que participou como ator-performer ou diretor, destacam-se: “Um homem é um homem”, de Bertolt Brecht, direção de Celso Frateschi; “Travestimenti”, direção de Sergio Solazzo, espetáculo improvisacional baseado na obra de R. W. Fassbinder; “Romantik”, adaptação de “Sturm und drang”, de Maximilian Klinger, direção de Matteo Bonfitto; “O balcão”, de Jean Genet, direção de Marcelo Fonseca; “Luzes da boemia”, de Ramón del Valle-Inclan, direção de William Pereira; “A flor e o concreto”, direção de Stephan Stroux; e “(A)Tentados”, de Martin Crimp, direção de Beth Lopes.

 

Serviço

“Encontros sobre performance”

Lançamento do livro “Entre o ator e o performer – Alteridades – Presenças – Ambivalências”, de Matteo Bonfitto

Mesa de discussão: “Desafios para um artista da performance” 

Com: Matteo Bonfitto, Ana Goldestein e Cassiano Quilici

Mediação: Juliana Moraes

Quando: 14 de maio, das 19h30 às 21h30

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210 – Centro 

Tel.: (11) 3775-8600

Grátis e aberto ao público

 

Texto: Felipe Del