Marcello Amalfi escreve sobre Phedra D. Córdoba

Publicado em: 10/04/2016

Eu tenho um jeito de compor trilhas muito próprio: coloco o filme para rodar e vou tocando/criando diretamente sobre ele, logo na primeira vez que assisto as cenas. Isso me deixa mais perto do ator, e proporciona um compartilhamento muito íntimo.

 

É como receber permissão para adentrar sua alma, ao mesmo tempo em que nos deixamos invadir por ela. É o se permitir ser tocado, sem jamais impor, e transformar tal comunhão em sons que mostram para o mundo a beleza desse encontro.

 

Eu sempre me senti honrado ao compor para Phedra. Pode-se pensar que criar música para suas as cenas é ter a difícil tarefa de eleger o que vai dar o norte da trilha, dentre tantas maravilhas que ela nos presenteia. Pois não o é! Eu sempre falo que “a música já está nas cenas, e que na verdade eu apenas faço o meu singelo garimpo”.

 

Para mim, compor para Phedra sempre foi como garimpar num rio feito de diamantes, que reluz lindamente, iluminando cada nota que sai do meu piano e do meu coração.

 

Maestro Marcello Amalfi




Relacionadas:

Uncategorised | 28/ 10/ 2021

Maria Bonomi inaugura obra no Memorial da América Latina que homenageia vítimas da pandemia

SAIBA MAIS

Notícias | 28/ 10/ 2021

Série Grandes Atrizes: Beatriz Segall

SAIBA MAIS

Notícias | 27/ 10/ 2021

Miguel Arcanjo Prado e Ellen de Paula debatem sobre a 3ª edição do Festival Dona Ruth em live transmitida pela SP

SAIBA MAIS