Em uma semana, aprendizes do módulo amarelo criam bons experimentos cênicos

Publicado em: 20/09/2016

O último sábado foi daqueles gostosos de ver na SP Escola de Teatro. Muito movimento e expectativa na sede Roosevelt, tudo por conta da apresentação dos primeiros experimentos cênicos do Módulo Amarelo.
 
O coordenador pedagógico da Escola, Joaquim Gama, conta que, nesta fase, os aprendizes têm basicamente uma semana para a criação das cenas. “O desafio é trabalhar com todas as provocações que passamos para eles em um curto espaço de tempo, já que a segunda semana é destinada aos ensaios abertos”, explica. “O que temos é o princípio de um trabalho que vai se desdobrar no segundo e no terceiro experimentos.”
 
Cena de experimento do Módulo Amarelo, com visíveis trabalhos de luz, figurino e cenografia
 
Para Gama, o resultado é satisfatório no contexto de um esboço de cena. “Eles tiveram de lidar com aquelas coisas que são da loucura do teatro e encontrar maneiras rápidas de organização, ideias para estabelecer uma conexão com o público, trabalhar com a própria realidade.” Um exemplo disso foi um problema com um dos praticáveis que sustentavam cadeiras da plateia. A situação foi real — o núcleo teve de encontrar uma solução para que o experimento pudesse ser apresentado.
 
Apesar de todos os oito núcleos partirem de um mesmo tema — a “philia” —, os trabalhos se mostraram bem distintos. “A princípio, havia uma resistência dos aprendizes com relação ao tema. Até pelo contexto político que vivemos hoje”, diz o coordenador, afirmando que os grupos foram bastante influenciados pela fala da filósofa Márcia Tiburi, que conversou com os estudantes em palestra na Escola. 
 
Em um dos grupos, estruturas de metal adquiriram dramaturgia própria, auxiliando a contar a história
 
“Marcia trouxe a relação da ‘philia’ com a contemporaneidade, focando na necessidade humana de viver em bando.” Assim, os aprendizes foram para além do conceito romântico de “philia”, relacionado ao amor e à amizade. A coordenadora do Curso Regular de Dramaturgia, Marici Salomão, destaca que os grupos pensaram na amizade em um sentido coletivo, não na vida privada, o que foi determinante na construção dos trabalhos. 
 

Os grupos ainda terão mais duas oportunidades de mostrar suas cenas e dois próximos experimentos, buscando sempre atingir uma maturidade maior em seus trabalhos. Em breve, são os aprendizes do Módulo Vermelho que vão mostrar como andam suas criações. 




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