Em primeiro dia de aula, aprendizes conhecem a Escola e têm palestra com Aderbal Freire-Filho

Publicado em: 31/01/2017

Aprendizes brindam (com suco de uva), com o coordenador pedagógico e o diretor executivo, o início de um novo semestre
 
Os aprendizes da SP Escola de Teatro tiveram uma experiência utópica no último sábado (28): no primeiro dia de aula, os ingressantes dos oito Cursos Regulares se conheceram, em clima de festa e novidade, sem antever os (sempre saudáveis) embates que os experimentos cênicos devem gerar nos grupos.
 
Após a distribuição de sacolas e camisetas da Escola, os aprendizes foram recepcionados na garagem da sede Marquês pelo diretor executivo da Instituição, Ivam Cabral, que deu as boas vindas ao grupo, provocando-o a entoar o hino: “Dionísio foi atingido pela loucura da Hera, indo perambular ao lado dos seres selvagens, dos loucos e dos animais”. Os aprendizes cantavam e pulavam, fazendo surgir a energia dionisíaca, tão indispensável ao teatro.
 
Depois disso, foi hora de vestir os aventais e preparar o pão, juntando ingredientes, sovando a massa e colocando no forno. No fim da manhã, os pães, em formatos diversos, foram degustados pelos participantes da atividade. Enquanto as massas assavam, os ingressantes pintaram os azulejos que serão colocados nas sedes da Escola.
 
Telumi Hellen, formadora do Curso Regular de Cenografia e Figurino, orienta os aprendizes na pitura de azulejos
 
Visita ilustre
 
No turno vespertino, os aprendizes que estão há mais tempo na Escola se uniram aos ingressantes para a palestra do diretor teatral Aderbal Freire-Filho. Consagrado no universo das artes cênicas, o artista também é conselheiro da Associação dos Artistas Amigos da Praça, entidade que gere a SP Escola de Teatro. 
 
Após breve introdução do coordenador pedagógico da Escola, Joaquim Gama, sobre a palestra, Freire-Filho se apresentou aos aprendizes e avisou que trataria da utopia e da distopia, duas ideias interligadas, sendo que a última é tema dos experimentos cênicos do semestre.
 
A utopia apareceu em dois vídeos exibidos pelo palestrante, com trechos de seu programa Arte do Artista, da TV Brasil. Coincidentemente, o tema apareceu em diversas edições da atração em 2016, como uma forma de comemorar o quinto centenário da obra “Utopia”, em que Thomas More dá um nome à então já conhecida ideia política.
 
Aderbal Freire-Filho conversa com os aprendizes
 
Para Freire-Filho, a arte tem um vetor utópico muito forte. Neste contexto, o teatro é naturalmente utópico. “A arte é um dos lugares mais férteis de resistência da utopia porque é por meio dela que criamos outras realidades”, disse o diretor, empolgando os aprendizes.
 

Na intenção de nutrir os jovens artistas, o diretor deu algumas referências sobre utopia e distopia. Entre elas, o famoso poema de Manuel Bandeira, “Vou-me Embora pra Pasárgada”, que descreve uma localidade perfeita a um primeiro olhar, mas imperfeita, como analisou Freire-Filho. Outras referências foram as obras “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, e “1984”, de George Orwell.




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