Do Pelourinho para o mundo

Publicado em: 20/11/2013

Nascido em Salvador, o baiano Lázaro Ramos inicia sua vida artística nos anos 1990, ao lado de uma geração de atores que despontou na capital baiana e tomou conta dos palcos e, principalmente, do cinema brasileiro, como Wagner Moura. Seus primeiros passos no teatro acontecem com o Bando de Teatro Olodum, dirigido por Márcio Meirelles e formado por atores negros.

 

Sua estreia ocorre no espetáculo “Ó pai ó”, em 1993, peça que ele retoma no cinema, mais de uma década depois, sob a direção de Monique Gardenberg, em 2007 — a mesma diretora com quem havia feito apenas uma figuração no filme “Jenipapo”. 

 

E é exatamente no cinema que Lázaro Ramos explode para o Brasil, ao protagonizar “Madame Satã”, do diretor Karim Ainouz, em 2002, que representa o País no Festival de Cannes. Já na televisão, depois de fazer sua primeira novela, “Cobras & lagartos”, na Rede Globo, é indicado do prêmio Emmy 2007 de melhor ator por sua interpretação como Foguinho. A partir daí, ganha apelo popular e se torna uma das estrelas da emissora. Em 2009, é eleito um dos brasileiros mais influentes do ano e, em 2010, é nomeado Embaixador da Unicef.

 

Paralelamente ao trabalho no cinema e na televisão, sempre está nos palcos, seja como diretor, assinando o espetáculo “Namíbia, não”, de Aldri Anunciação, ou como dramaturgo, tendo seu primeiro texto encenado, “Paparutas”, por Anderson Quak. Ou mesmo acumulando as duas funções como faz em 2013, outro texto seu, o musical infantil “A menina Edith e a velha sentada”, que ele mesmo dirigiu.

 

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Texto: Carlos Hee