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Denise Weinberg e a Arte de Atuar

Publicado em: 11/04/2011

Denise Weinberg é uma das formadoras convidadas da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Até o próximo dia 9, Denise ministrará aulas aos aprendizes de Atuação do Módulo Verde da SP Escola de Teatro.
 

A atriz e diretora teatral tem em seu currículo prêmios Shell e APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor atriz com a peça “Oração para um Pé de Chinelo” (2005), além de dois prêmios Molière como melhor atriz nas peças “A Megera Domada” (1991) e “Vestido De Noiva” (1994).
 

Mas o talento de Denise não se restringe aos palcos. Ela também é reconhecida  por suas atuações no cinema com os filmes “Quase Nada” (2000), “Em Nome do Pai” (2000) e “BMW Vermelho” (2001), com direção de Sérgio Resende, Júlio Pessoa e Eduardo Ramos, respectivamente.
 

Em seu segundo dia de aula na Escola a atriz disse: “O ator não é uma pessoa privilegiada, ele é quem carrega a cruz” e propôs uma enquete. A pergunta era se  os atores deveriam ou não se envolver emocionalmente ao interpretar uma personagem? A opinião geral dos aprendizes foi que o ator deveria sim se envolver emocionalmente durante a atuação, respeitando um limite, porém, sob pena de transformar a interpretação em desabafo.
 

Denise revelou um pouco do seu modo de enxergar o teatro, em outro trecho da aula. “No teatro existe uma coisa que deveria existir na sociedade: cada um cuida das suas coisas. O teatro é o maior exercício de socialismo. Essa troca de experiências que o teatro proporciona é a coisa mais bonita e saudável. Isso não se vê no cinema e, muito menos, na televisão”.
 

Para introduzir o trabalho de Tchecov no projeto, Denise contou que o autor  era conhecido como o médico das almas, por isso cuidava tão bem das pessoas e finalizou lembrando a todos que  “para poder falar sobre a alma, o ator deve ser humilde, limpar e beijar, se necessário, o chão que ele pisa”.