‘Da mais bela que tive’: relações homoafetivas e ideais em tempos de revolução

Publicado em: 10/09/2014

Numa madrugada de 1971, em pleno Regime Militar, duas amantes, Estela e Rita, preparam-se para um assalto em prol de uma causa revolucionária. Elas são praticamente opostas, mas, ainda assim, se aproximam: uma é a luz, outra é o escuro. Uma é o dia, a outra a noite. Uma vê o mundo em cores. Outra em cinza. 

 

Um sombrio homem da lei, sem nome nem idade definida, aparece com frequência, representando um sistema opressor, que pretende garantir a ordem e reproduz sem questionar. O investigador por vezes atua como narrador, em outras como repórter e até torturador. Em um dado momento, o caminho dessas personagens se cruza, dando origem a um embate de ideias acerca da perda da liberdade, o abuso da violência, os ideais e o relacionamento amoroso não convencional em tempos de revolução. 

 

O peso do verossímil e a leveza da poesia mesclam-se com sensibilidade e dão a tona do espetáculo “Da mais bela que tive”, em cartaz até o final do mês na Sala Experimental do Teatro Augusta. A montagem conta com texto e direção de Daniele Veiga, que é aprendiz de Dramaturgia da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

 

Realização da Cia Dithyrambos de Artes Cênicas e Entr’Acte Produções, o drama tem no elenco Livia Matuti, Rafaela Federici e Déco Araújo. A peça recebeu Menção Honrosa no Prêmio Literário Cidade de Belo Horizonte na edição de 2012

 

Serviço

“Da mais bela que tive”

Quando: Sexta, às 21h30; sábado, às 21h; domingo, às 19h (até 28/9)

Onde: Teatro Augusta – Sala Experimental

Rua Augusta, 943 – Consolação

Tel.: (11) 3151-2464

Classificação: 16 Anos

Duração: 90 minutos

Ingresso: R$ 40 (aqui)