Ciclo de debates discute obra de Sophia de Mello Breyner

Publicado em: 05/07/2019

Nomes como Dione Carlos, Micheliny Verunschk e Eliana Teruel discutem a obra da escritora portuguesa que inspirou espetáculo “O Nome das Coisas” (Foto: Beto Amorim/Divulgação).

Como parte das celebrações do centenário de nascimento da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), a SP Escola de Teatro recebe neste mês o Ciclo de Debates Sophia e a Poética em Cena, que discute a produção escrita da primeira mulher nascida em Portugal a vencer o Prêmio Camões, a maior honraria concedida a um escritor em língua portuguesa.

Os encontros acontecem durante todos os domingos de julho, após a encenação do espetáculo “O Nome das Coisas”, na sala Alberto Guzik, na unidade Roosevelt, com a presença de escritoras, dramaturgas e pesquisadoras convidadas pelas companhias dos Infames e Dramática em Exercício para analisarem a obra e a importância política da autora de obras como “Livro Sexto” e “A Menina do Mar”.

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“Sophia de Mello Breyner viveu no século 20, mas com uma cabeça antenada no século 21. Inscreveu sua ação no mundo artística e politicamente – e ambas as coisas não se separam, embora muitas vezes se tente”, explica a coordenadora do curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, Marici Salomão, que participa com a professora da Universidade de São Paulo (USP) Paola Poma da primeira mesa do ciclo, “Num Mar de Sentidos: A poesia de Sophia no mundo contemporâneo”, em 7 de julho.

“Sophia foi contra o governo salazarista em Portugal e assumiu a frente de defesa dos presos políticos contrários ao regime. Ao mesmo tempo, sua poesia era lírica e intimista, mostrando que artistas, sejam homens ou mulheres, podem inventar poéticas e estéticas sem abandonar as causas político-sociais”, detalha Salomão.

Inserida em uma sociedade marcada pelo pouco espaço dado às mulheres, principalmente as artistas, Andresen também desempenhou um papel pioneiro. “Ao ser a primeira mulher portuguesa a vencer o antológico Prêmio Camões, ela abriu frente para outras mulheres artistas no mundo, como símbolo de um ser criador de alta voltagem, para além do gênero”, finaliza Marici Salomão.

Abaixo, confira as quatro mesas temáticas do ciclo de debates:

7/07 – Num Mar de Sentidos: A poesia de Sophia no mundo contemporâneo – Com Paola Poma e Marici Salomão
14/07 – A Política da escrita e a escrita política: escrever sob o fascismo – Com Eloisa da Silva Aragão e Silvia Gomez
21/07 – A poesia na cena, a poesia em cena: apropriações e desafios – Com Micheliny Verunschk e Dione Carlos
28/07 – O Ator-Poeta – Com Vivian Steinberg Milano e Eliana Teruel

ESPETÁCULO

Em cartaz entre 5 de julho e 5 de agosto, a peça “O Nome das Coisas” coloca em cena uma mulher, também escritora, que usa o silêncio da madrugada para imaginar e dar vida aos personagens que lhe surgem no ar, entremeando a narrativa com passagens biográficas da protagonista da história. O texto dramatúrgico, assinado por Henrique Zanoni, diretor do espetáculo, é inspirado em contos, poemas e reflexões de Andresen.

A montagem tem sessões às sextas, sábados e segundas-feiras, às 21h; e aos domingos, às 19h. O Ciclo de Debates Sophia e a Poética em Cena acontece todos os domingos de julho após o espetáculo.




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