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Aprendiz da SP Escola de Teatro desponta entre a nova geração de cenógrafos brasileiros

Publicado em: 06/07/2017

Márcia Pires assina a cenografia da adapatação brasileira de “A Era do Rock”. Foto: Divulgação

 

Desde a inauguração, em 2009, mais de 2 mil profissionais das Artes Cênicas concluíram os quatro módulos de formação dos cursos regulares da SP Escola de Teatro. Considerada um dos principais centros de ensino na área teatral no País, a Escola é referência na preparação de artistas e na inserção deles no mercados de trabalho (70% dos aprendizes egressos já saem da instituição com emprego), como é o caso da cenógrafa Márcia Pires, que assina a cenografia da adaptação brasileira do musical “A Era do Rock”, em cartaz em São Paulo, no Teatro Porto Seguro. 

 
Márcia é aprendiz egressa da Instituição; fez parte da primeira turma do curso de Cenografia e Figurino da Escola, ainda em 2010. No seu currículo, ela compila participação em montagens junto com nomes de peso, tanto nacionais e internacionais, como o inglês Matt Kinley (com quem colaborou na adaptação dos cenários de “Chaplin, O Musical”, espetáculo que ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de melhor cenografia, em 2015) e os brasileiros Clarisse Abujamra, Miguel Falabella e J.C. Serroni, coordenador do curso de Cenografia e Figurino da Instituição — este, inclusive, considerado um mestre pela cenógrafa.
 
“Logo que as aulas começaram, eu pedi um emprego a Serroni, mesmo sem ter muita noção da importância do Serroni no teatro”, conta. A motivação de Márcia era bem simples: “Eu larguei tudo quando me mudei de Bauru para morar em São Paulo. Estava com meu dinheiro contado, precisava de uma renda.”
 
Contratada como assistente no Espaço Cenográfico de Serroni, ela trabalhou tanto em peças de teatro quanto com vitrinismo. Seu primeiro projeto com ele foi o musical “Jekyll & Hyde – O Médio e o Monstro” — um desafio, logo de cara. 
 
Cena do espetáculo “A Era do Rock”, em cartaz no Teatro Porto Seguro (SP). Foto: Divulgação
 
 
“Foi como cair em um mini inferno, porque eu ainda não tinha muito conhecimento do trabalho”, brinca Márcia, que foi aprendendo tudo na prática, conciliando as aulas e experimentos da Escola com seu trabalho com Serroni. “Ele é o meu mestre, foi quem me abriu os olhos para o que é a cenografia, quem enxergou alguma coisa em mim”, diz. A parceria dos dois continua até hoje. Juntos, já trabalharam em espetáculos como “New York, New York” (2011) e “Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos” (2015). 
 
Com toda essa experiência, o desafio de adaptar um musical da Broadway como “A Era do Rock”, portanto, não a intimidou. “Eu não quis ver muita coisa das outras produções para não me ‘contaminar’ com a linguagem. Cheguei a receber um briefing do diretor, o Léo Rommano, mas acabei fugindo um pouco do que ele havia imaginado”, diz.
 
Para Márcia, a SP Escola de Teatro foi parte fundamental de sua trajetória. “A Escola é base da minha criação como artista, mas também é onde eu comecei a minha carreira, porque foi lá que eu conheci o Serroni”, conta. 
 
Entre seus projetos futuros está uma adaptação musical de “A Maldição do Vale Negro”, peça escrita em 1986 por Caio Fernando Abreu (1948-96) e Luiz Arthur Nunes. O espetáculo deve estrear no ano que vem, sob a direção de Jamil Dias.
 



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