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Sala Vange Leonel

Desolador

O ator Clovys Tôrres em cena no espetáculo. Foto: Giorgio D’Onofrio/Divulgação

“Desolador” apresenta um retrato poético de Antonin Artaud (1896-1948). No espetáculo que tem autoria e direção de Gabriela Mellão, Artaud surge em cena como um homem em processo de decomposição.

O solo protagonizado por Clovys Tôrres busca através da composição dramatúrgica e da concepção de encenação retratar este homem desintegrado pela dor, arruinado pela consciência das faltas do homem de seu tempo.

As angústias mais profundas deste pensador, teórico, dramaturgo, ator, diretor e poeta francês fundamental do século 20 se revelam sobretudo sensorialmente na composição de um universo sufocante, expresso através de imagens e palavras.

O espetáculo foi inspirado em cartas e textos pessoais do autor, escritos como Cadernos de Rodez, que datam de seu período de internação, no manicômio de Rodez, de 1937 a 1946, época em que ele esteve mais fragilizado – mesmo assim, consciente de sua doença e do valor de suas crenças artísticas e humanas.

“Desolador” foi escrito há dez anos por Gabriela Mellão, a pedido de Clovys Tôrres. De certa forma, está sendo gestado desde então pela dupla.

Ficha técnica:
Texto, direção, cenário: Gabriela Mellão | Elenco: Clovys Tôrres | Luz: Alexandre Stockler e Gabriela Mellão | Trilha: Gabriela Mellão | Fotografia: Giorgio D’Onofrio.

***

Durante a temporada de “Desolador”, na SP Escola de Teatro, acontecerá o Segundas Conversas – Artaud em Pauta. Trata-se de bate-papo informal sobre o espetáculo e o universo de Artaud, logo após o espetáculo, as segundas-feiras, com psicólogos e filósofos. A ideia é enriquecer o debate em torno da peça e proporcionar um momento de conversa mais filosófica e psicanalítica a partir dos temas abordados em cena. Confira a programação de conversas após o espetáculo:

19 de fevereiro
“Poesia e Psicanálise – A dor de Antonin Artaud”
com a psicóloga, psicanalista e mestre em psicologia clínica Elisabeth Antonelli

26 de fevereiro – 2018
“Antonin Artaud: Existência e brevidade”
com a psicóloga Tatiana Assadi

5 de março
“Poesia, saúde e clínica”
com o filósofo Emilio Terron

12 de março
“A loucura em Artaud e a poesia que nos salva”
com a psicóloga Andrea Vistue

19 de março
“Artaud: Poesia e finitude”
com a psicanalista Maria Elisa Pessoa Labaki

A Mais Forte

Foto: Adriana Souze/Divulgação

Baseada na obra do dramaturgo sueco August Strindberg, a peça “A Mais Forte” leva à cena o embate entre duas mulheres por um mesmo homem – uma delas é a esposa e a outra, a amante. A adaptação, em cartaz na SP Escola de Teatro, em março, marca a estreia da Companhia 3 de Nós.

A montagem propõe uma intervenção cênica que traz à tona a reflexão sobre alguns papéis da mulher na sociedade, bem como a educação sexista que impõe regras que desde cedo reforçam a diferenciação entre os gêneros.

O jogo de poder entre essas duas mulheres – cuja relação é antagônica e ambígua – permanece no primeiro plano da obra, e é permeado de nuances que apontam diversas possibilidades de entendimento.

A releitura optou por esmiuçar o embate, revelando outros meandros da obra a partir de reflexões como: “o quanto nós, mulheres, ajudamos a perpetuar essas situações? ”; “quantas vezes nós, mulheres, nos colocamos em situação de disputa, ao invés de unirmos forças contra essa dependência do outro? ”; e “que conceitos e regras cotidianas nos condicionam a agir a partir dos desejos masculinos em detrimento aos nossos próprios anseios?”.

Na história original, a disputa entre a esposa e a amante é realçada pelo título, sugerindo que uma das duas é “a mais forte”. Mas os diálogos e nuances provocam reviravoltas que deixam para o espectador diversas questões que tornam a obra ainda mais contundente, revelando teias familiares e relações conflituosas entre mulheres, mostrando que quem realmente ganha essa batalha é o machismo e a estrutura do patriarcado.

Ficha técnica:
Dramaturgia e produção: Companhia 3 de Nós | Argumento, concepção e direção: Savina João |Assistência de direção e dramaturgismo: Juliana Caldas | Performers: Jessica Madona e Savina João | Figurino: Raquel Pavanelli | Trilha sonora original e acordeonista: Camila Borges |Iluminação e operação de luz: Elton Pinheiro | Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)



Não há eventos passados no momento!



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