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Sala Vange Leonel

No Não Longe

Com ambientação claustrofóbica, monólogo No Não Longe é estrelado pela atriz Natalía Moço. Foto: Josemar Gouveia/Divulgação

É borrando a fronteira entre palco e plateia que a Crua Cia. busca refletir sobre os limites do homem em “No Não Longe”. Estrelado pela atriz Natalía Moço, o monólogo procura dialogar com o público de maneira diferente, fugindo do espaço tradicional de um teatro.

Com sessões de sexta a segunda até 14 de maio, a peça fica em cartaz na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, instituição ligada à Secretaria da Cultura do Estado.

Em uma ambientação escura e claustrofóbica, Natalía Moço interpreta dois personagens ao mesmo tempo. Homem e bicho recontam uma história de amor que se transformou em tragédia, questionando as memórias do coronel que se apaixonou por uma menina com cheiro de pitanga.

A ideia, segundo o diretor e dramaturgo Alexandre Leal, é que o público se sinta dentro da própria montagem. Sentidos e sensações são potencializados pela encenação simples e sombria, com uma luz rasteira que confunde os limites entre cenário e plateia. Colocando em cheque o espaço físico, “No Não Longe” procurar questionar os limites do próprio homem.

Ficha técnica:
Texto e direção: Alexandre Leal | Atuação: Natalía Moço | Assistente de direção: Gabriel Coutini | Iluminação: Giba Freitas | Cenografia e Figurinos: Natalía Moço e Alexandre Leal | Trilha sonora original: Andrei Furlan e Ulysses Neto | Programação Visual: Felipe Leal | Fotos: Josemar Gouveia | Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco | Produção: Crua Cia. | Produção executiva e audiovisual: Central SP Produções

Quarenta e Duas

Cena do espetáculo “Quarenta e Duas”. Foto: Cacá Bernardes/Divulgação

Espetáculo da Cia Artehúmus e do Núcleo Tumulto, “Quarenta e Duas” tem texto de Camila Damasceno e direção conjunta de Daniel Ortega e Emerson Rossini. O enredo aborda, de forma onírica, desde temas como a opressão do consumo à busca permanente do gozo como sinônimo de felicidade.

A encenação se dá a partir da perspectiva dos últimos momentos de vida de Robson, um adolescente compulsivo que morre após se masturbar 42 vezes. O mundo particular desse garoto é apresentado com suas idiossincrasias e seus desejos tão comuns quanto absurdos, convidando o público a adentrar nos conflitos de uma geração bombardeada por links, likes e imagens editadas.

Em cena, Cibele Bissoli, Cristiano Sales e Daniel Ortega alternam-se nos vários papeis. Em ritmos de zapping, flashes de memória e imagens da vida de Robson (vivido por Sales e Ortega) vão expondo questões contemporâneas pelo viés desse adolescente. A relação com o pai ausente, as expectativas idealizadas da mãe, a relação com os padrões sociais e religiosos, o peso de ter que se encaixar em regras, os impulsos primários dos desejos e a solidão nas relações virtuais são como quadros que se alternam no subconsciente de Robson, transbordando tudo que lhe oprime, que lhe consome.

O exagero consumista – não só material, mas também humano e psicológico – aparece com dimensões também extremas, em “Quarenta e Duas”: “a metáfora está nas mutilações presentes na encenação, apontando o quanto nos automutilamos diante do mundo, pois o autoconsumo é uma ferramenta para sobrevivermos”, argumenta Rossini.

Para trazer ao palco as reflexões levantadas no texto, os diretores fazem uso da linguagem da performatividade ao abordar o universo onírico que conduz a trajetória da personagem. A encenação não se propõe a responder as questões, mas ressaltar a relevância dos temas no contexto atual, quando a agilidade da informação e o descarte humano ocupam lugar de destaque no frenesi urbano. A distorção do tempo e a sobreposição de símbolos permitem que o espectador amplie sua percepção diante da cena e da poesia nesses momentos finais de Robson.

Ficha técnica:
Dramaturgia: Camila Damasceno | Direção: Daniel Ortega e Emerson Rossini |Elenco: Cibele Bissoli, Cristiano Sales e Daniel Ortega | Criação e operação de luz: Thatiana Moraes | Sonoplastia: Vinícius Árabe Penna | Figurinos: Álvaro Franco | Cenário e adereços: Álvaro Franco e Daniel Ortega | Identidade visual: Gustavo Oliveira | Fotografia: Cacá Bernardes | Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação | Produção: Cia Artehúmus | Realização: Cia Artehúmus e Núcleo Tumulto



Não há eventos passados no momento!



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