A Escola / RETROSPECTIVAS



DOIS ANOS DE SP ESCOLA DE TEATRO


Um bate-papo entre aprendizes e a atriz Fernanda Montenegro, na tarde de sábado, celebrou início de um seminário que marca o fim do ano letivo na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Mais do que isso, o encontro comemorou os dois anos do projeto e a conclusão do ciclo de quatro Módulos cumpridos pelos primeiros aprendizes da casa. No pátio do casarão do Brás, uma das sedes da Instituição, o público recebeu a atriz de forma cerimoniosa, sob ovação. Comovida, ela devolveu as palmas às centenas de jovens que a esperavam.

Assim que se sentou, entre eles, disse: “Nossa profissão é abstrata, não somos médicos, farmacêuticos, padeiros, garis. Como disse Shakespeare, somos feitos de matéria de sonho. Para seguir carreira no teatro, seja na atuação, na dramaturgia, ou em alguma área técnica que faça o teatro acontecer, temos que mostrar à sociedade o quanto somos essenciais. Para isso, temos que ser viscerais, é preciso ter rigor”. O encontro mediado por J.C. Serroni, durou mais de uma hora. Atentos, os aprendizes ainda ouviram a atriz dizer: “

Esta profissão é uma loucura, temos que ter entrega total, devemos estar dispostos a viver fora dos eixos, pois este é um ofício marginal. Mesmo que nos amem e nos aplaudam, é preciso não largar nunca a margem”. A atriz foi uma das tantas personalidades que se encontraram com os aprendizes da SP Escola de Teatro entre os anos de 2010 e 2011, para discussões acerca do ofício teatral. Entre eles, destacam-se ainda Leon Rubi, diretor da E15 Acting School, de Londres; a atriz francesa Isabelle Ruppert, o diretor Antunes Filho, as atrizes Marisa Orth, Denise Fraga e Juliana Carneiro da Cunha, além do diretor italiano Eugenio Barba.

Ao todo foram 181 artistas convidados e 82 palestras, de áreas distintas e visões singulares sobre o teatro, que trocaram experiência com aprendizes dos Cursos Regulares da Instituição: Dramaturgia, Cenografia e Figurino, Atuação, Direção, Humor, Iluminação, Sonoplastia e Técnicas de Palco.

Saindo do Papel


Com atividades iniciadas nos primeiros meses de 2010 e turmas de 25 aprendizes em cada um dos Cursos Regulares, totalizando 200 no ano passado e 400 em 2011, quando foi inaugurada nova turma, passaram pela SP Escola de Teatro mais de 200 formadores. Neste período, houve, na Instituição 23 mil horas de aula, a Escola recebeu nada menos do que 60 mil acessos no seu canal no Youtube e mais de três mil acessos/dia em seu portal – que abriga, além de matérias, um banco de mais de 100 mil imagens. Também hospedada no site da Escola está a Teatropédia,  Enciclopédia Virtual das Artes do Palco, que reúne, atualmente, mais de três mil verbetes. Houve ainda 32 Territórios Culturais, encontros realizados aos sábados e abertos ao público, 59 atividades externas, 14 mesas de discussão com 54 convidados, 80 bate-papos online para aproximadamente dois mil participantes. O Programa Kairós, que concede bolsas-oportunidades no valor de R$ 545,00, proporcionando ao aprendiz a possibilidade de frequentar atividades e eventos culturais, adquirir material técnico/pedagógico e subsidiar despesas com transporte e alimentação, publicou quatro editais, oferecendo 600 bolsas.

Além disso, 55 aprendizes foram encaminhados ao mercado de trabalho, dois formadores foram enviados para a Espanha, com apoio do Governo Espanhol, três  aprendizes foram apresentar seus trabalhos em Praga, na República Tcheca, um foi aos Estados Unidos e um coordenador foi para o Japão.

O objetivo de formar jovens para o mercado de trabalho na área da Economia Criativa foi atingido graças às intensas atividades às quais os aprendizes foram convidados a participar, mostrando a vocação da SP Escola de Teatro para agregar artistas nacionais das mais variadas correntes no espaço da Escola.

Em quatro semestres, os aprendizes que ingressaram na escola no ano passado, frequentaram quatro Módulos independentes, cada um com duração de 20 a 21 semanas e identificado por uma cor: o Verde, o Amarelo, o Azul e o Vermelho.

No primeiro semestre deste ano, a turma matutina, que cursava o Módulo Azul, por exemplo, trabalhou Performatividade e Elementos da Performance, a partir da obra de Antonin Artaud e do movimento estético da Bauhaus. Entre as possibilidades para os projetos experimentais, figuraram as linguagens da instalação, da dramaturgia colaborativa e do ator-criador, firmando canais com múltiplas linguagens e radicando a intervenção urbana. Os projetos de cena para o Experimento foram trabalhados a partir do texto “Vangogh – O Suicidado da Sociedade”, de Artaud, trabalhado durante oito semanas, num total de 480 horas de aula. Já no Módulo Verde, no mesmo período, a turma vespertina, que tinha como Eixo Temático os Elementos do Realismo, e, como Operador, a caixa preta do palco italiano, debruçou -se sobre características dessa estética. Os projetos de cena para o Experimento foram trabalhados a partir da peça “A Gaivota”, de Anton Tchecov. Neste módulo foi utilizado como espaço (caixa preta) o Teatro Anhembi Morumbi, num processo de 10 semanas, numa carga horária de 480 horas.

EVENTOS

Ainda no ano passado, durante os meses de outubro e novembro, a Escola viabilizou a realização do evento Extensão Ecum/SP. Em parceria com o Ecum (Centro Internacional de Pesquisa sobre a Formação em Artes Cênicas), a SP Escola de Teatro trouxe a São Paulo três artistas-pedagogos russos, entre eles Anatoli Vassiliev, um dos principais encenadores da Rússia nos últimos 20 anos e responsável pela criação da Escola de Arte Dramática em Moscou. Além das oficinas, cujas vagas foram preenchidas por meio de processo seletivo, que envolveu as coordenações pedagógicas do Ecum e da SP Escola de Teatro, bem como a Cooperativa Paulista de Teatro, o evento ofereceu ao público um programa gratuito de conferências.

 

Aprendizes foram convidados ainda a participar do concurso #Mdrama, desenvolvido através do microblog Twitter, no qual deviam criar um texto dramatúrgico em 140 caracteres. Aproximadamente duas mil minipeças foram inscritas e julgadas por uma comissão coordenada por Marici Salomão, jornalista, dramaturga e coordenadora do curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Além dela, completaram o júri o dramaturgo e jornalista Sérgio Roveri; a atriz, diretora e dramaturga Noemi Marinho; e Otávio Martins, diretor, produtor, ator e dramaturgo. Os 63 selecionados terão seus textos publicados em livro (no prelo) editado pela Escola.

Difusão Cultural


Capitaneados por Lucia Camargo, os Cursos de Difusão Cultural gratuitos, implantados sob os mesmos preceitos pedagógicos e artísticos dos Cursos Regulares, promoveram, nestes dois primeiros anos de funcionamento da Instituição, uma ponte direta com criadores e pensadores de esferas variadas, mobilizando a população em geral e artistas interessados em aperfeiçoar e ampliar seus conhecimentos teatrais. A Difusão Cultural realizou, entre 2010 e 2011, um total de 51 cursos, compreendendo 53 orientadores, 54 convidados e cerca de 1.580 participantes.

Entre os cursos oferecidos, destaque para “Atuação e Direção Teatral”, ministrado por Carlos Céldran (em parceria com o Centro Cultural de Espanha); “Estudos Poéticos Sobre a Voz”, Isabel Setti; “Gestão de Projetos Cênicos”, Ana Paula Galvão; “Introdução à Teledramaturgia”, Aimar Labaki; “Teatro de Animação: Confecção, Direção e Dramaturgia”, André Luiz Cherubini; “Fundamentos da Direção Segundo o Cineasta Francês Robert Bresson”, Evaldo Mocarzel; “O Distanciamento Crítico na Criação Teatral”, Sérgio Sálvia Coelho; “Do Livro ao Palco: Adaptação para o Teatro”, Mário Viana; “As Melhores Canções de Nossa Vida – Curso Interdisciplinar de Artes Cênicas”, Guillermo Heras Toledo, entre outros.

A voz da experiência


Durante esse período, aprendizes puderam ter acesso ao mundo e a visão particular de personalidades como as atrizes Denise Fraga e Marisa Orth. Denise diz que abordar sua experiência para fortificar nos aprendizes o sonho de viver de teatro lhe deixou muito feliz. “Em uma escola como esta, que tenta viabilizar o sonho a quem parecia completamente impossível, mais ainda”. Marisa, que também falou da sua carreira, disse ao fim de seu bate-papo com os aprendizes: “Que turma excelente, efervescente, inteligente. Longa vida a vocês. Essa experiência me deu amor”.

Trocas Online


Bate-papos online reuniram aprendizes e público em geral em torno de temas diversos. “Pedagogia e Formação Artística”, com o convidado José Simões; “Mímica Corporal Dramática”, com Janaina Tupan; “Ator – Partitura Cênica”, com Juliana Galdino; “O Teatro Contemporâneo”, com Luiz Fernando Ramos; “O Fazer Dramatúrgico”, com Gabriela Mellão; “A Internacionalização do Teatro Brasileiro Através dos Festivais: Mão-Dupla”, com Celso Curi; “Companhia Brasileira de Teatro – Uma Trajetória”, com Marcio Abreu; “As Artes Visuais no Teatro e na Escola de Samba” com Rosa Magalhães; “Os Parâmetros da Direção Cênica: Teatro e Ópera –Suas Diferenças e Semelhanças” com William Pereira; “Informes de Uma Jovem Atriz” com Sara Antunes, entre outros .

Explorando novos territórios


Já que intercambio de ideias é uma expressão-chave na SP Escola de Teatro, é importante frisar que, por meio do edital “Ayudas para la Cooperación Cultural Con Iberoamérica”, lançado em abril de 2010, pelo Ministério da Cultura da Espanha, o coordenador do Curso de Cenografia e Figurino, JC Serroni e a formadora do curso de Iluminação, Grissel Piguillem, foram selecionados para fazer o curso “Taller de Didáctica de las Técnicas del Espectáculo en Vivo”, ação que proporcionou a divulgação da Escola no Mercado Europeu, abrindo portas para outros coordenadores, formadores, aprendizes e funcionários.

A Escola ainda teve a oportunidade de enviar três aprendizes à 12ª Quadrienal de Praga, na República Tcheca, em junho, para apresentar as maquetes do exercício cênico realizado no último semestre de 2010 para a comissão julgadora da Mostra das Escolas. Considerado o maior evento do mundo na sua área, a Quadrienal reúne cerca de cinco mil profissionais para reflexão e apresentação de trabalhos contemporâneos e novas tecnologias em cenografia e arquitetura teatral. Daniel Juliano Fernandes (Técnicas de Palco, Matutino), Carlos Alencar Pereira (Técnicas de Palco, Matutino) e Isaac Feitosa Vale (Cenografia e Figurino, Matutino), os contemplados, foram beneficiados com passagens de ida e volta; seguro viagem e ajuda de custo de 500 Euros.

O aprendiz Fernando Miranda Azambuja, de 27 anos, matriculado no curso de Iluminação (Módulo Vermelho), participou do evento Create, Understand, Experience (CUE), promovido pela empresa ETC – uma das líderes mundiais em fabricação de equipamentos luminotécnicos de ponta -, entre os dias 25, 26 e 27 de julho, na cidade de Madison, em Wisconsin, Estados Unidos. “A escola me deu oportunidade de mostrar para os profissionais de iluminação do mundo todo o trabalho de iluminação de projetos pensados para espaços não convencionais. No caso desta peça-experimento, criamos, em conjunto com aprendizes de outros cursos regulares da escola, uma peça numa fábrica abandonada no Brás, bairro paulistano que abriga a escola”, diz o aprendiz. Ele está se formando do curso de Iluminação e já conseguiu ingressar na carreira. Hoje, trabalha com o diretor Gabriel Vilela na peça Hécuba.

Não foi só Fernando que já conseguiu se ingressar na carreira profissional. Aprendizes foram chamados para trabalhar no acervo Flavio Império; na Antares Produções; no Ateliê Casa do Trem; no Ateliê Cenarium; na Companhia de Teatro Os Satyros; na Cia. Ópera São Paulo; na Dell’Arte Soluções Culturais; no Espaço Cenográfico de São Paulo; na FCR Produções Artísticas; no Grupo de Teatro Os Narradores; no Teatro Alfa; na Companhia Livre de Teatro.

Emerson Alcalde, de 29 anos, que encerra sua jornada na Escola, é um deles. Ele conseguiu trabalho antes mesmo de terminar o curso de Dramaturgia. Conforme diz, suas conquistas devem-se à temporada na SP Escola de Teatro, que, para ele, foi intensa e cheia de surpresas. “Conectei-me com o mundo das artes contemporâneas. As aulas com os muitos mestres me ajudaram a escrever peças experimentais, a dar forma aos meus pensamentos”, observa. “A possibilidade de intervir dramaturgicamente no mundo e a importância do trabalho em equipe foram alguns dos ensinamentos mais interessantes que aprendi na escola, além do contato com os maiores artistas do País, que nos acompanharam de perto, mostrando seu ponto de vista sobre seus trabalhos e sobre o nosso”, ele conta.

Por meio da SP Escola de Teatro, Emerson sentiu-se seguro para lançar duas de suas peças em livro, “A Massa” e “Boneco do Marcinho”, que apresentou no Circuito Sesc de Artes. “Foi ainda na escola que apurei meu trabalho à frente da Cia. Extremos Atos, levando meu projeto ao Circuito Teatral Favelar, com o qual conquistei alguns prêmios”.

Celeiro de artistas


Em seu balanço dos dois anos de curso, Raul Teixeira, coordenador de Sonoplastia, observa que foi um prazer organizar um método de ensino numa Escola de ponta, gratuita, e que ainda concede bolsas aos aprendizes. “Minha geração não teve este privilégio. Tivemos que descobrir como trabalhar de forma autodidata”, afirma ele, que acredita que o grande mérito do sistema pedagógico da Escola é, principalmente, plantar uma semente nos futuros artistas, de modo que saibam criar e argumentar a favor de seus projetos, mostrando que é possível se posicionar no mundo por meio das artes cênicas.

Chamado a ingressar na coordenação da área de Atuação, neste ano, quando chegava à Escola a segunda turma de aprendizes, o diretor Francisco Medeiros encontrou uma Escola rigorosa, que debruça olhares atentos para a formação de técnicos e artistas. “Nesta Instituição, encontrei um sistema pedagógico muito diferente de tudo o que existe por aí, não há notas, nem disciplinas. Os aprendizes se reinventam diariamente. Uma Escola antenada com os tempos atuais”, diz.

Para Joaquim Gama, coordenador pedagógico da SP Escola de Teatro, uma das missões da Instituição já foi atingida nestes seus dois primeiros anos de funcionamento. “Com estágios em teatros e companhias, muitos aprendizes conseguiram trabalhar em suas áreas de estudo. Durante estes dois primeiros anos, muitos grupos nos procuraram em busca de atores e técnicos em geral”, diz ele.

Figura icônica do teatro mundial, o diretor Eugenio Barba, que há 47 anos está à frente do Odin Teatret, fundado em Oslo, na Noruega, grupo que inspirou gerações e mais gerações de atores – que já esteve na Escola por mais de uma vez –, diz que ficou impressionado com a grandeza do prédio onde está instalada a Instituição e com a atmosfera alegre e solene do lugar. Convidado pela segunda vez para uma masterclass, que acontece nos próximos dias, ele elogiou o trabalho de Ivam Cabral à frente da Escola. “Sabendo que começou do nada, eu só tenho a admirá-lo. Seu verdadeiro desafio, agora, é manter uma dinâmica rigorosa, de improvisação, de qualidade e  compromisso profissional, objetivando personalizar para cada um dos estudantes um aprendizado”, observa Barba. Ainda falando de Ivam, Barba diz que o clima criativo de uma escola depende de seu líder, da sua capacidade de ser exigente consigo mesmo e com o grupo de mestres e colaboradores, estimulando-os diariamente.

Outras conquistas


Como parte das celebrações das primeiras turmas que acabam de deixar a Escola para o mercado de trabalho, a Instituição, através da Secretaria do Estado da Cultura, lançou no dia 12/12/2011 a Revista A[l]berto, de periodicidade semestral, intitulada assim para homenagear o ator e critico Alberto Guzik, figura central das artes cênicas nacionais contemporâneas do País e também um dos criadores do projeto pedagógico da Escola. Conforme Ivam, a revista nasce do desejo de ampliar, ainda mais, os espaços de discussão e reflexão acerca das práticas teatrais contemporâneas, artísticas e pedagógicas.

O seminário que marcou o encerramento do ano “Diálogos da SP”, trouxe diversos nomes da cena teatral mundial para a Sede da Escola.

O diretor e pedagogo teatral russo Jurij Alschitz, discutindo “A Arte e a Pedagogia de Jurij Alschitz: as Artes do Palco em Função do Ator”. Aderbal Freire Filho falou sobre “O Teatro Ilimitado”, mediado por Francisco Medeiros. Dia 15 foi a vez do diretor italiano Eugenio Barba ministrar a aula magna “Aprendendo a Aprender”. Para discutir sobre “Desafios Para o Dramaturgo do Século XXI”, o cubano Reinaldo Montero, com mediação de Rodolfo García Vázquez, coordenador do curso de Direção. No último dia dia de encontros, uma aula especial foi preparada para os aprendizes e ministrada pelo músico, compositor, ator e pedagogo Jan Ferslev. “A Presença do Ator/Performer”. À noite, os cantores e atores André Frateschi e Miranda Kassin foram os responsáveis pelo encerramento com show musical.

Um pouco mais


A Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap) é uma associação civil sem fins lucrativos ou econômicos, que gere a SP Escola de Teatro. Seu conselho é formado por Contardo Calligaris, presidente do Conselho de Administração, psicanalista, autor e dramaturgo; Soninha Francine, presidente do Conselho Fiscal, jornalista, foi vereadora em São Paulo e subprefeita da Lapa; Rachel Rocha, vice-presidente do Conselho de Administração, advogada e vice-presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB/SP; Angela Coelho da Fonseca, estilista e empresária de sucesso; Lauro César Muniz, dramaturgo e autor reconhecidos; Leandro Knopfholz, um dos criadores e diretor geral do Festival de Teatro de Curitiba; Samuel Leon, empresário e editor da Iluminuras; Sérgio Campanelli, sócio da MCR, uma das produtoras de som mais premiadas do Brasil; Vilma Eid, diretora da Galeria Estação; Maristela Mafei, empresária, sócia-fundadora do Grupo Máquina da Notícia; Vicente de Freitas, gerente de publicidade dos segmentos cultural e educacional da Folha de S.Paulo; e Cléo De Páris, jornalista, atriz e coordenadora do Programa Kairós da SP Escola de Teatro.

Antes de formar o Conselho, porém, uma das primeiras pessoas com quem Ivam Cabral e Alberto Guzik falaram sobre o projeto da SP Escola de Teatro foi o ator Paulo Autran. “Ele se entusiasmou muito e disse que aceitaria ser um dos conselheiros da Instituição com muito prazer, mas veio a falecer antes de o sonho tomar forma”, conta Ivam, acrescentando que na gênese do projeto havia também a necessidade de criar diálogos entre grandes nomes das artes cênicas, professores e aprendizes. “Fernanda Montenegro, Zé Celso, Antunes Filho, Eugenio Barba, entre tantos outros… Acho que estamos conseguindo”, conclui.

Do sonho à realidade


“Se eu soubesse que era impossível, não teria feito.” Com a frase de Jean Cocteau, Ivam Cabral, diretor-executivo da SP Escola de Teatro, observa que a Instituição nasceu como um sonho. “No momento em que começamos a pensar num modelo de escola, tudo era muito idealizado, imaginávamos um modelo de pedagogia que não existia em nenhuma parte do mundo. Quando falávamos no Programa Kairós, que distribui Bolsas-Oportunidades, aquilo parecia uma loucura”, diz. “A Escola começou a funcionar e, pouco depois, um aprendiz fazia a iluminação de uma peça no Theatro Municipal de São Paulo, outro ia trabalhar no Teatro Alfa, e ainda houve um grupo que foi fazer a iluminação da Bienal de Artes de São Paulo.

Depois, o texto de um aprendiz foi encenado pela companhia Noir. Isso nos mostrou que estávamos no caminho pretendido”, diz Ivam.

“Nosso Conselho foi escolhido a dedo. Nas primeiras discussões sobre o projeto da Escola, um dos pontos fundamentais era que queríamos um Conselho múltiplo, dinâmico, plural, e até isso conseguimos”, lembra.




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