A Escola / RETROSPECTIVAS



Apresentação


Dois mil e dezoito foi um ano marcado pelo reconhecimento, na SP Escola de Teatro. Reconhecer no sentido de se rever, reenxergar conceitos, ideias, sonhos; reconhecer os caminhos, projetá-los e segui-los. Foi também mais um ano de ter reconhecido e celebrado um trabalho marcante que ao longo de quase uma década vem sido desenvolvido com esmero e dedicação.

Atenta às questões que circundam a pessoa artista, a pedagogia da SP Escola de Teatro se voltou, neste ano, a refletir sobre o lugar do cidadão diante da diversidade e das etapas da vida. Propostas que resultaram em pesquisas e trabalhos cênicos desenvolvidos por estudantes, formadores e coordenadores dos oito cursos regulares ao longo dos meses.

No primeiro semestre, as investigações cênicas se concentraram no material “Corpos desviantes: Contra a imposição de um corpo padrão”, a partir de um questionamento sobre o padrão social imposto ao corpo e à existência humana, entre elas questões de gênero, raça e classe social. Recebemos para esse debate convidados especiais como a atriz Elisa Lucinda e o líder Yanomami Davi Kopenawa, um dos principais representantes da comunidade indígena brasileira.

No segundo semestre, as discussões se pautaram pelo tema “Etarismo – Contra a estereotipificação do envelhecimento e da velhice”, com reflexões a partir das autoras Ana Maria Goldani, Bibiana Graeff e Mirian Goldenberg. A atriz Walderez de Barros participou de uma conversa com estudantes, formadores e coordenadores da Instituição.

Portas abertas
Em 2018, a SP Escola de Teatro realizou mais de 60 atividades entre cursos, workshops e mesas de discussão. Entre os destaques das atividades de Extensão Cultural estão os cursos “Criação e desenvolvimento de canais no Youtube”, realizado entre julho e agosto, e “Cinema da Boca por quem fez a Boca”, orientado pela atriz Nicole Puzzi e pelo cineasta Diogo Gomes dos Santos.

Além disso, a instituição abriu suas portas para as residências artísticas, apresentadas nos teatros da sede Roosevelt, como os espetáculos “Homem ao Vento”, “Para Não Morrer” e “Obra Sobre Ruínas”.

Conexões
Neste ano, batemos um recorde. Foram mais de 30 intercâmbios entre artistas do Brasil e de países como Finlândia, Suécia e Suíça.

A interlocução com outros países também resultou na publicação do artigo “Accessibility, mutual learning, and new pedadogical approaches – Developing a professional theatre school in Mato Grosso, Brazil”, de Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez e Marcio Aquiles, publicado no livro “Critical articulations of hope from the margens of arts education – International perspectives and pratices”, da editora britânica Routledge.

Ivam Cabral e Marici Salomão também tiveram textos publicados em Cuba. Eles são dois dos autores editados no livro “Teatro Brasileño Contemporâneo”, do dramaturgo cubano Reinaldo Montero.

Futuro
Em 2018, a SP Escola de Teatro também teve renovado o projeto de sua gestão. Após convocatória da Secretaria de Estado da Cultura, a Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap) foi escolhida como Organização Social responsável por gerir a instituição por mais 5 anos. A Adaap é criadora do modelo pedagógico aplicado na SP Escola de Teatro desde a sua fundação, em 2009, reconhecido internacionalmente e replicado em importantes universidades e escolas de Artes Cênicas em países como Finlândia e Suécia.

Ainda no campo de formação profissional, uma pesquisa feita pelo Programa Kairós, realizada entre 2015 e 2018 com estudantes egressos da SP Escola de Teatro, revelou que mais de 75% das pessoas formadas na Escola estão empregadas nas áreas das artes do palco.

Confira nesta retrospectiva um apanhado dos momentos mais marcantes que fizeram de 2018 um ano especialíssimo.

Reconhecimento


Em 2018, foram várias premiações, publicações e reportagens sobre a a SP Escola de Teatro, prova de a Instituição seguiu crescendo e sendo reconhecida tanto no Brasil quanto internacionalmente.​ Em junho, a Associação dos Artistas Amigos da Praça recebeu uma Menção Honrosa no Prêmio Milton Santos, pela criação e execução do projeto da Escola. A entrega dos prêmios aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo.

A Adaap recebeu a Menção Honrosa da Categoria I, que seleciona e homenageia projetos que contribuam para o desenvolvimento social e cultural da cidade. A comissão julgadora do Prêmio Milton Santos é composta por entidades como a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), a Fundação Getúlio Vargas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Nos meses de julho e dezembro, a organização do Prêmio Shell de Teatro (SP) revelou os espetáculos apresentados durante o primeiro e segundo semestre de 2018, respectivamente, que foram indicados à 31ª edição da premiação. Mais uma vez, artistas e montagens ligados à SP Escola de Teatro estão entre os indicados.

Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, respectivamente diretor executivo da Instituição e coordenador do curso de Direção, foram indicados na categoria Melhor Autor pelo texto de “O Incrível Mundo dos Baldios”, espetáculo da Cia. Os Satyros, da qual são fundadores. Os dois concorrem com o dramaturgo Marcos Damaceno, cuja peça “Homem ao Vento” ficou em cartaz na Escola entre julho e agosto.

Hugo Possolo, coordenador do curso de Atuação da Instituição, foi indicado na categoria Melhor Direção pelo espetáculo “O Rei da Vela”, do grupo Parlapatões. A montagem também foi indicada na categoria Melhor Música pelo trabalho da diretora musical Fernanda Maia, que atua como artista convidada na SP Escola de Teatro. Já o coordenador dos cursos Cenografia e Figurino e Técnicas de Palco, J. C. Serroni, concorre a Melhor Cenário por seu trabalho no espetáculo “Estado de Sítio”, que ficou em cartaz no Sesc Vila Mariana no segundo semestre.

Ao longo de 2018, vieram outros prêmios de reconhecimento ao trabalho da Escola e de profissionais ligados a ela. No mês de junho, por exemplo, nosso coordenador pedagógico Joaquim Gama, as professoras doutoras Ingrid Koudella e Beth Lopes, e o presidente do conselho administrativo da Adaap, Hubert Alqueres, foram condecorados comendadores na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na Câmara Brasileira de Cultura.

Entre as publicações que citam a SP Escola de Teatro, há o livro “Critical Articulations of Hope from the Margins of Arts Education: International perspectives and pratices”, editado pelas finlandesas Eeva Anttila e Anniina Suominen para a revista britânica Routledge. A obra conta com um capítulo escrito por Ivam Cabral, Rodolfo García Vázquez e Marcio Aquiles (coordenador de Projetos Internacionais) sobre acessibilidade e novas abordagens pedagógicas. Cabral e Marici Salomão, que coordena o curso de Dramaturgia da Escola, também são dois dos autores no livro “Teatro Brasileño Contemporâneo”, do dramaturgo cubano Reinaldo Montero.

No final do segundo semestre, A SP Escola de Teatro também foi pauta de algumas entrevistas televisivas. Em novembro, Ivam Cabral concedeu entrevista para o programa Territórios Culturais, da TV Cultura. O programa percorre diferentes espaços culturais da cidade e do estado de São Paulo, como teatros, museus e patrimônios culturais. Já em dezembro, Cabral junto com J.C. Serroni e a estudante egressa e dramaturga Dione Carlos concederam entrevista para o programa Nossa Entidade, da TV Alesp, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Extensão Cultural


Os cursos da SP Escola de Teatro não se restringem somente aos aprendizes dos cursos regulares: o departamento de Extensão Cultural é responsável pelos cursos de extensão, destinados a artistas amadores e profissionais e à comunidade em geral interessada em descobrir ou aprofundar seu conhecimento sobre a área teatral e sobre o universo da cultura e da arte.

Em 2018, a Extensão Cultural organizou e realizou mais de 60 atividades entre cursos, workshops e mesas de discussão. Só cursos, foram 22, com cerca de 2.500 inscrições, número que supera as 2.282 inscrições de 2017. Entre os destaques, estão “Criação e desenvolvimento de canais no Youtube”, realizado entre julho e agosto, e “Cinema da Boca por quem fez a Boca”, orientado pela atriz Nicole Puzzi e pelo cineasta Diogo Gomes dos Santos.

Além do crescimento de alcance, neste ano o departamento também realizou cursos orientados por professores estrangeiros e parcerias com importantes equipamentos culturais da cidade de São Paulo e do interior do Estado. Outro destaque são as residências artísticas realizadas pelo departamento entre janeiro e dezembro, que ofereceu espaço na Escola a espetáculos como “Homem ao Vento”, “Para Não Morrer” e “Obra Sobre Ruínas”.

Dando continuidade às atividades iniciadas em 2017, a Extensão ofereceu, em parceria com a prefeitura municipal de Jundiaí, sete cursos na cidade que buscaram atender à demanda local da cidade. Os cursos realizados abordaram Atuação, Iluminação, Sonoplastia, Cenografia e Figurino, Direção e Dramaturgia.

A parceria com o Acadêmicos do Baixo Augusta, que ano passado inaugurou sua sede vizinha à SP Escola de Teatro, também continuou dando bons frutos, como o curso de drag queen “Sendo Poderosa”, realizado em janeiro na Casa do Baixo Augusta. Ao todo, foram seis cursos oferecidos por meio da parceria entre as instituições.

Por meio de parcerias internacionais, o departamento trouxe professores de Cuba, Finlândia, Suíça e Suécia para ministrar cursos de curta duração na Escola. Entre eles, a oficina criativa aplicada ao teatro, orientada pelo cubano Reinaldo Montero em outubro, e o curso básico de voz conduzido por Matthias Walter, da Universidade das Artes de Zurique (Suíça).

Outro destaque na Extensão Cultural foi o curso “Literatura & Teatro: Forma e Conteúdo”, ministrado por Maurício Paroni a professores da rede pública de ensino de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Além disso, como atividade paralela, foram oferecidos nove workshops, como o de criação e produção de figurinos com materiais reciclados e o de iniciação ao teatro para pessoas idosas, que deve realizar um novo módulo em 2019.

Projetos Internacionais


As parcerias internacionais são parte importante da formação na SP Escola de Teatro. Desde sua inauguração, em 2010, ela mantém relações com universidades, teatros e associações estrangeiras, em projetos que envolvem residências artísticas, pesquisa e intercâmbios de aprendizes e formadores. E, em 2018, a Instituição vai encerrar o ano com uma marca inédita: foram mais de 30 intercâmbios entre artistas do Brasil e de países como Finlândia, Suécia e Suíça.

Durante o ano, quatro aprendizes brasileiros participaram de um intercâmbio em Zurique, na Suíça. Outros cinco foram para Estocolmo, na Suécia. No mesmo período, a SP Escola de Teatro recebeu quatro estudantes suíços, dois finlandeses e também dois da Suécia.

E as parcerias não se resumem apenas aos estudantes da Instituição, englobando também seus coordenadores e formadores. Em novembro, o coordenador do curso de Direção da SP Escola de Teatro, Rodolfo García Vázquez, ministrou um curso a nível de mestrado sobre teatro e identidade nacional na Academia de Teatro de Helsinque, na Finlândia.

Os intercâmbios também são possibilidades de formação continuada, como é o caso do estudante egresso de Direção e hoje diretor, compositor e formador convidado da Instituição, Dan Nakagawa. Ele foi a Estocolmo, na Suécia, onde montou a mesma peça que realiza em São Paulo. Nakagawa ganhou um edital no país europeu e fez, em dezembro, uma leitura da peça “O Aniversário de Jean Lucca” com atores e atrizes locais.

Como troca mútua de experiências, no mesmo mês a SP Escola de Teatro recebeu Ulrika Malmgren, professora do departamento de atuação da Universidade das Artes de Estocolmo. Ela acompanhou a Mostra de Experimentos Cênicos dos estudantes dos cursos regulares, atuando como mediadora artística durante o período.

“A SP Escola de Teatro significa muito para os professores e estudantes da Uniarts Estocolmo. Trabalhamos juntos há oito anos e temos bastante orgulho poder compartilhar este sistema educacional único”, escreveu Malmgren em depoimentos sobre a parceria. “Nossa cooperação contribuiu para o desenvolvimento artístico e educacional de várias maneiras, tanto na Suécia quanto no Brasil.”

Quem também passou por aqui foi nova diretora do departamento de atuação da universidade sueca, Josette Bushell-Mingo, que veio a São Paulo para planejar os próximos intercâmbios com a Escola brasileira.

Assim como Malmgren e Bushell-Mingo, outros artistas e professores internacionais passaram pela SP Escola de Teatro em 2018. É o caso do argentino Gonzalo Córdova, que participou do 2º Seminário de Iluminação Cênica, e do dramaturgo e roteirista cubano Reinaldo Montero, que ministrou uma oficina criativa como convidado da Extensão Cultural.

Programa Kairós


O Programa Kairós é o braço social da SP Escola de Teatro, que busca aproximar os aprendizes de sua função de artistas/cidadãos. Entre as principais atividades do programa estão a concessão da bolsa-auxílio, chamada de Bolsa-Oportunidade, e ações de fortalecimento da relação estabelecida entre a Instituição e a sociedade.

Além de conceder um benefício financeiro, o Programa Kairós promove ações como elaboração de projetos sociais e culturais, estágio para os estudantes da Escola, colocação profissional para aprendizes em formação e egressos, e captação de recursos e parcerias junto a órgãos públicos, ONGs, organismos internacionais e empresas privadas.

Entre janeiro e dezembro de 2018, o departamento destinou um total de R$ 389.350,00 aos 128 aprendizes contemplados com a Bolsa-Oportunidade. O benefício atende a estudantes em vulnerabilidade socioeconômica e é indispensável para muitos, consistindo em uma ajuda para gastos com transporte, alimentação e compra de materiais, entre outros.

Como contrapartida, os contemplados devem desenvolver atividades que contribuam com o processo de aprendizado proposto nos cursos regulares por meio de projetos como o “SP Dramaturgias”, em que os estudantes fazem leituras dramáticas de textos produzidos por colegas e artistas convidados. Neste ano, o projeto realizou leituras de textos como “O Fantasma que Dança Rumba”, de Wander B., e “Borboletas Não Gostam de Frio”, da dramaturga Carol Pitzer.

Em outro projeto, o “Generosidades”, o foco é o debate sobre a diversidade e gênero. Em 2018, o projeto organizou o 1º Fórum de Direito e Diversidade da SP Escola de Teatro. O evento, que discutiu questões de cidadania e legislação ligadas a gênero e sexualidade, contou com convidados de diferentes áreas de atuação: do campo artístico, da militância LGBT e do espaço acadêmico.

Também neste ano, o Programa Kairós foi responsável pela criação do “Cineclube SP”, projeto que liga cinema e teatro e movimentou a Escola. A ideia é mudar a percepção do público sobre filmes que dialogam com a linguagem do teatro a partir do exercício de repensar como poderia ser uma exibição diferente da obra. Os filmes exibidos foram: “A Paixão de JL”, “Artista do Desastre” e “As Cinco Obstruções”.

O departamento também realizou como contrapartida o projeto “Ação Cidadã”, cuja proposta é estimular a discussão acerca dos conceitos de acessibilidade e cidadania, nas Fábricas de Cultura da cidade. As ações possibilitam uma maior visibilidade às comunidades “marginalizadas” e criam um espaço de debate que mobilize para o seu centro os discursos omitidos.

Pesquisa
Em 2018, o Programa Kairós divulgou uma pesquisa, realizada entre 2015 e 2018 com estudantes egressos da SP Escola de Teatro, que indica que mais de 75% do profissionais formados pela SP Escola de Teatro estão empregados nas áreas das artes do palco. O levantamento do Kairós também revela que 95% dos entrevistados recomendam os cursos regulares da Escola por, entre outros fatores, a excelência de seus profissionais. Confira a pesquisa completa aqui.

Parcerias
O trabalho do Programa Kairós não se concentra somente nos estudantes dos cursos regulares da Instituição, mas também nos aprendizes egressos, preocupando-se em acompanhar sua trajetória profissional após a formação.

Entre outras ações também promovidas pelo programa estão a elaboração de projetos sociais e/ou culturais, os estágios para aprendizes da Escola e os intercâmbios culturais – nacionais e internacionais –, além da captação de recursos e/ou parcerias junto a órgãos públicos, ONGs, organismos internacionais e empresas privadas.

Em 2018, o programa estabeleceu parcerias com as várias unidades do Sesc em São Paulo para disponibilizar aos aprendizes, de graça, ingressos para espetáculos que movimentaram a cena paulistana de teatro, como a montagem “A Despedida”, peça do grupo colombiano Mapa Teatro, no Sesc Pinheiros.

Cursos Regulares


A cada semestre, um tema diferente – e sempre em consonância com a realidade que nos cerca – é escolhido para ser desenvolvido pelos aprendizes da SP Escola de Teatro. O tópico conduz não só os trabalhos dos estudantes, mas as discussões, encontros e apresentações que acontecem na Instituição.

Assim, durante o período em questão, os aprendizes dos oito cursos regulares reúnem-se em pequenos grupos e apresentam seus experimentos, criações cênicas que vão amadurecendo graças ao feedback e ao trabalho de desenvolvimento que é feito em sala de aula.

Os experimentos são norteados por um operador – o modo pelo qual as técnicas e conteúdos são trabalhados –, pelos materiais de trabalho – que funcionam como um ponto de partida –, e pelos artistas-pedagogos, encarregados de trazer referências para os aprendizes.

No primeiro semestre de 2018, as investigações cênicas se concentraram no material “Corpos desviantes: Contra a imposição de um corpo padrão”, cuja proposta foi refletir sobre a existência de corpos que se desviam do padrão social imposto a partir de uma ideia de que o corpo/existência ideal é o do homem, branco, magro, heterossexual e rico.

Com uma palestra da atriz Elisa Lucinda para iniciar as discussões, os módulos verde (cujo eixo trabalhou questões pertinentes a personagem/conflito) e azul (cujo eixo foi performatividade) tiveram como operadores o poeta Abdias do Nascimento, a escritora Paul B. Preciado e o líder Yanomami Davi Kopenawa, um dos principais representantes da comunidade indígena brasileira.

Em março, Kopenawa veio à SP Escola de Teatro para uma conversa com estudantes, formadores e coordenadores dos cursos regulares — ele foi um dos mais de 130 artistas convidados pela Coordenação Pedagógica durante o ano. No encontro, o xamã tocou em questões que movimentam a arte contemporânea, como apropriação cultural e sexualidade, e contou um pouco sobre os costumes dos Yanomami, a sétima maior tribo indígena do Brasil.

No primeiro semestre, o artista-pedagogo do módulo Verde foi o dramaturgo argentino Raul Damonte Botana, mais conhecido como Copi; para o módulo azul, os artistas-pedagogos escolhidos foram a atriz e cantora Linn da Quebrada, vídeos gravados em aldeias por um grupo de cineastas ameríndios e a performer Michelle Mattiuzzi.

>> Leia o relato da estudante Hayla Cavalcanti sobre a apresentação de Michelle na SP Escola de Teatro, em março

Já as investigações cênicas desenvolvidas no segundo semestre foram pautadas pelo tema “Etarismo – Contra a estereotipificação do envelhecimento e da velhice”, com reflexões a partir das autoras Ana Maria Goldani, Bibiana Graeff e Mirian Goldenberg, e a proposta de investigar o preconceito contra pessoas idosas. Para dar início às discussões, a atriz Walderez de Barros participou de uma conversa com estudantes, formadores e coordenadores da Instituição.

No período, os módulos amarelo (cujo eixo foi narratividade) e vermelho (em que cada núcleo de criação escolheu seu próprio eixo) tiveram 12 filmes como artistas-pedagogos: “Ella e John”, “Divinas Divas”, “Eu, Daniel Blake”, “Deserto”, “A Juventude”, “Uma Lição de Vida”, “E se Vivêssemos Todos Juntos?”, “Amor”, “Up – Altas Aventuras”, “Mary e Max”, “Filho da Noiva” e “Copacabana”.




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