Vicente Pereira

De Enciclopedia do Teatro

Vicente Pereira (Uberlândia/MG, 1950 – Brasília, DF, 1993) foi dramaturgo, ator, figurinista, cenógrafo e artista plástico.


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Biografia

Vicente Paulo Pereira, cujo nome artístico adotado foi Vicente Pereira, nasceu em 1950, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Considerado um dos precursores do teatro besteirol, também exerceu as funções de ator, figurinista, cenógrafo e artista plástico. Faleceu em Brasília, no Distrito Federal, em 1993.

Iniciou como figurinista, ambientador e assistente de direção de Silvia Ortoff, em Taguatinga (Brasília), no ano de 1969, e, em seguida, trabalhou como ator, além de assinar o visagismo de um show dos Secos e Molhados (1974) e do primeiro show solo de Ney Matogrosso (1975).

Seus dois primeiros textos permanecem inéditos, “A Estrela Dalva” (1975) e “Estelinha by Starlight” (1976), pois foram censurados. Em 1980, em parceria com Mauro Rasi, estreou como autor com a peça “À Direita do Presidente”. Repetindo a parceria com Mauro Rasi, escreveu o musical “As Mil e Uma Encarnações de Pompeu Loredo”, também estreada em 1980. O crítico teatral Macksen Luiz, no artigo escrito sobre “As Mil...”, cunhou o termo “besteirol”, gênero teatral que caracteriza o teatro carioca da década de 1980.

Seus maiores sucessos escritos para o teatro são: “Doce Deleite”, em parceria com Alcione Araújo e Mauro Rasi, interpretado por Marco Nanini e Marília Pêra; “As Sereias da Zona Sul”, parceria com Miguel Falabella, e “Solidão – A Comédia”, monólogo interpretado por Diogo Vilela.

Escreveu roteiros de filmes, colaborou no roteiro do longa “Dias Melhores Virão”, além de assinar a redação de programas televisivos como “Armação Ilimitada” e “TV Pirata”, ambos da Rede Globo.

Teatro

TV

  • Armação Ilimitada (Rede Globo de Televisão)
  • TV Pirata (Rede Globo de Televisão)

Cinema

  • 1988- Lili, a Estrela do Crime, de Lui Faria

Curiosidades

Colaborou no roteiro de “Dias Melhores Virão” (1990), filme de Cacá Diegues. Em 1984, sua peça “Espelho de Carne” é adaptada para o cinema e dá origem ao longa homônimo de Antonio Carlos Fontoura, a partir da peça homônima de Vicente Pereira. Escreve, em 1982, “Rio Gay”, roteiro de show para Rogéria, sob direção de Jorge Fernando.

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