Roberto Lage

De Enciclopedia do Teatro

Roberto Lage

Roberto Lage
Nome completo Roberto Blat Lage
Data de nascimento 7 de março de 1947
Local de nascimento São Paulo/SP
Ocupação Diretor
Página oficial


Roberto Lage (São Paulo/SP, 1947) é diretor.

Biografia

Roberto Blat Lage, ou apenas Roberto Lage, nasceu na cidade de São Paulo, em 7 de março de 1947. Seus primeiros passos na carreira teatral são como ator, em 1962. No entanto, a partir de 1969, deixa a cena para se dedicar exclusivamente à direção, trabalhando inicialmente no teatro amador e, posteriormente, no teatro universitário.

Seu nome desponta como encenador, em 1974, quando monta o espetáculo "Mrozek", com dois textos do dramaturgo Slawomir Mrozek: "Strip-Tease" e "Em Alto Mar". Dois anos depois, recebe o Prêmio Molière de melhor diretor, por seu trabalho em "À Flor da Pele", de Consuelo de Castro. Na sequência, trafega pelo teatro comercial e experimental, montando "Mãos ao Alto, São Paulo!", comédia de Paulo Goulart, em 1980; "Mal Secreto", de José Antônio de Souza, em 1981; "Besame Mucho", comédia de Mario Prata produzida pelo Grupo de Teatro Mambembe, em 1982; "Escola de Mulheres", em 1984; "Tanzi - Uma Mulher no Ringue", de Clara Luckhan, e "O Gosto da Própria Carne", de Albert Innaurato, ambas em 1985.

Em 1986, dirige três espetáculos de sucesso: "Hello, Boy", de Roberto Gil Camargo, com Elias Andreato, "O Colecionador", de John Fowles, e "Meu Tio, o Iauaretê", de Guimarães Rosa, que rende a Cacá Carvalho o Prêmio Molière de melhor ator.

Em seguida, está à frente de alguns espetáculos que fazem grande sucesso junto ao público mais jovem, como "Dores de Amores", de Léo Lama, "Decifra-me ou Devoro-te", de José Rubens Siqueira e Renato Borghi, "Peer Gynt", de Henrik Ibsen, e "Namoro", de Ilder Miranda da Costa. Em 1992, assina duas montagens ousadas: "Tamara", de John Krizank, em que o público pode seguir um personagem escolhido em cenas dentro de um casarão do século 19; e "Os Amores Abandonados de Jennifer R.", de Randy Buck, uma livre versão da biografia do diretor alemão Rainer Werner Fassbinder, com formandos da Escola de Arte Dramática.


Durante a década de 90, além de trabalhar com Celso Frateschi, com quem funda o Ágora, Centro para o Desenvolvimento Teatral, assina direções no Brasil e em Portugal, levando aos palcos alguns sucessos, como "Para Tão Longo Amor" (1994), de Maria Adelaide Amaral; "Uma Noite e Tanto" (1995), com o grupo acrobático Fratelli; "Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, e "A Ópera do Malandro", de Chico Buarque, em 1996, ambas em Portugal; "Cheque ou Mate" (1997), de Ricardo Semler, com Raul Cortez; "Anjo na Contramão" (1998), de Gianfrancesco Guarnieri; e "Clips e Clops", espetáculo de clowns, pelo qual recebe o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes melhor diretor. Em 1999, volta a ser premiado, desta vez com o Apetesp de melhor direção, pelo infantil, "Foi Ela Que Começou...".

Direção

  • 1968- Ontem, Hoje Pelo Amanhã, de Roberto Lage
  • 1969- O Mágico de Oz, de Jorge Ovalle
  • 1971- Baal, de Bertold Brecht
  • 1972- Sarapalha, de Guimarães Rosa
  • 1972- Eu Sou Vida e Não Sou Morte, de Qorpo-Santo
  • 1972- Certa Entidade Em Busca de Outra, de Qorpo-Santo
  • 1973- Amigos de Verdade, de Alceu Nunes
  • 1974- Mrozek - Strirp-Tease e Em Alto Mar, de Slawomir Mrozek
  • 1974- A Revolução dos Objetos, de Vladímir Maiakóvski
  • 1974- A Cantora Careca, de Eugene Ionesco
  • 1975- Reino do Contrário, de Maria Elena Walsh
  • 1975- Capitão Vagalhão, de Maria Cristina Diederichsen
  • 1975- O Juramento e o Capataz
  • 1976- Clotilde Com Brisa, Ventania e Cerração, de Rodrigo Paz
  • 1977- O Pecado de João Agonia, de Bernardo Santareno
  • 1977- Souzalândia, de Augusto Francisco
  • 1978- Circular Para Não Dançar, do Grupo de Teatro do Bixiga
  • 1979- Super Etc....Contra a Seita do Dragão Vermelho, de Josep P. Benet
  • 1979- O Dragão, de Eugène Schwarz
  • 1979- Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare
  • 1980- Ufa! Que Perigo, de Augusto Francisco
  • 1980- Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto, de Raimundo Matos
  • 1981- O Pão Nosso de Cada Dia, de Dejair Cardoso
  • 1982- Boi Bonifácio, de Priscilla Barrak Ermel
  • 1982- Besame Mucho, de Mario Prata
  • 1982- Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque
  • 1983- Assim ou Assado
  • 1983- Banque que se Splanck!, de Augusto Francisco, Eugène Ionesco, Fernando Arrabal e Oswald de Andrade
  • 1984- Escola de Mulheres, de Molière
  • 1984- Purgatório, Uma Comédia Divina, de Mario Prata
  • 1984- Abre as Urnas, Coração, de Luis Fernando Verissimo
  • 1985- O Gosto da Própria Carne, de Albert Innaurato
  • 1985- O Segredo das Sete Chaves, de Marco Apolinário Santana
  • 1985- Malazartes, de Maria Helena Khüner
  • 1985- Tanzi - Uma Mulher no Ringue, de Clara Luckhan
  • 1986- Divina Encrenca, de Geraldo Carneiro
  • 1986- Meu Tio, o Iauaretê, de Guimarães Rosa
  • 1986- Hello! Boy!, de Roberto Gill Camargo
  • 1986- O Colecionador, de John Fowles
  • 1987- Blas-Fêmeas, de Eugène Ionesco, Gerald Thomas, J. M. Barrie, Lewis Carroll e Vladímir Maiakóvski
  • 1987- Fora do Ar, de Rodolfo Santana
  • 1987- Lets Play That, de Torquato Neto
  • 1987- Calibã, de Marilu Alvarez
  • 1987- A Cantora Careca, de Eugène Ionesco
  • 1988- Rei Matheuzinho, de Ricardo Gouvêa
  • 1988- As Meninas, de Lygia Fagundes Telles
  • 1988- Diálogo Noturno de um Homem Vil, de Friedrich Dürrenmatt
  • 1988- Tango, de Slawomir Mrozek
  • 1989- Em Busca de Bons Momentos, de Paulo Pélico
  • 1989- Corpo Baldio, de Patrícia Noronha
  • 1990- Peer Gynt, de Henrik Ibsen
  • 1991- Namoro, de Ilder Miranda da Costa
  • 1991- Bomba-Relógio, de Ilder Miranda da Costa
  • 1992- Tamara, de John Krizank
  • 1992- Se Você Me Ama..., de Miriam Bevilacqua
  • 1992- Os Amores Abandonados de Jennifer R., de Randy Buck
  • 1993- Dindinho do Coração da Mamãe, de Ilder Miranda da Costa
  • 1993- Atrás do Muro
  • 1993- Putz, de Murray Schisgal
  • 1995- Uma Noite e Tanto
  • 1995- Jennifer - O Amor é Mais Frio que a Morte, de Randy Buck
  • 1995- Gordolinda, de Helena Bastos
  • 1996- A Ópera do Malandro, de Chico Buarque
  • 1997- Baal, de Bertold Brecht
  • 1997- Canção dos Direitos das Crianças, de Elifas Andreato e Toquinho
  • 1997- Cheque ou Mate, de Ricardo Semler
  • 1997- Anchieta 400 anos, de Arrigo Barnabé
  • 1998- Você Tem Medo do Ridículo Clark Gable, de Analy Alvarez
  • 1998- Tributo ao Centenário de Bertolt Brecht
  • 1998- Clips e Clops, de Marcelo Castro, Paulo Vasconcellos e Roberto Lage
  • 1999- Foi Ela que Começou, de Toni Brandão
  • 1999- Agatha, de Marguerite Duras
  • 1999- Corpo: desejo e consumo
  • 2000- A Voz Humana, de Jean Cocteau
  • 2001- Eu Falo o que Elas Querem Ouvir, de Mario Prata
  • 2001- Ufa! Que Perigo, de Augusto Francisco
  • 2002- A Mandrágora, de Maquiavel
  • 2002- Pássaro da Noite, de José Antônio de Souza
  • 2002- Roberto Zucco, de Bernard-Marie Koltès
  • 2002- Pai, de Izaías Almada
  • 2003- Orgia, de Pier Paolo Pasolini
  • 2003- Distante, de Caryl Churchill
  • 2003- Quase Nada, de Marcos Barbosa
  • 2003- Os Justos, de Albert Camus
  • 2004- Jacques e Seu Amo, de Milan Kundera
  • 2004- Afrodite se Quiser
  • 2004- Quarto 77, de Leonardo Alkimim
  • 2005- Sonho de Um Homem Ridículo, de Fiodor Dostoïevski
  • 2005- Atentados
  • 2005- Madame de Sade, de Yukio Mishima
  • 2006- Ricardo III, de William Shakespeare
  • 2006- Horácio, de Heiner Müller
  • 2006- Dimensão Oculta
  • 2006- O Senhor do Tempo
  • 2006- Cachorro, de Dea Loher
  • 2007- A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart
  • 2007- Sonho de Um Homem Ridículo, de Fiodor Dostoïevski
  • 2007- Don Juan
  • 2008- Dois Irmãos, de Milton Hatoum
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