O Chifrudo

De Enciclopedia do Teatro


O Chifrudo é uma comédia teatral de Miguel M. Abrahão escrita em 1978 e encenada pela primeira vez no mesmo ano, no Brasil. Está, atualmente, publicada em livro individual e em coletânea de Obras Completas do autor pela Ed. Agbook.

Tabela de conteúdo

Sinopse

Dayse, a esposa, mimada e egocêntrica vive um casamento de conto de fada, marcado pela polpuda conta bancária do marido. A reviravolta na vida da fútil e consumista mulher ocorre quando o marido, Hermes, lhe comunica que a empresa não está bem financeiramente e que as mordomias serão cortadas até a próspera recuperação. Dayse entra em depressão até conhecer o jovem e robusto Dondoco, de quem se torna amante, acobertando-o dentro de sua própria casa. A partir de então, a peça, pura comédia de costumes, transforma-se num jogo cênico marcado pela crítica ao consumismo desenfreado onde todos, inclusive as vizinhas anciãs, Raimunda e Bisbilhota, revezam-se nos papéis de consumidores/objetos de consumo. O personagem Dondoco é um dos mais interessantes da dramaturgia do autor porque permite ao intérprete exercer várias facetas, na medida em que é obrigado a optar por disfarces a fim de que o caso amoroso com a adúltera não venha à tona. O final é antológico e imprevisível.

Personagens

  • Dayse: a esposa, por volta de 45 anos;
  • Dondoco: o amante, cerca de 35 anos;
  • Hermes: o marido, cerca de 50 e poucos anos;
  • Dona Raimunda: vizinha alcoviteira, 65 anos;
  • Dona Bisbilhota: vizinha alcoviteira, 60 anos.

Histórico da Obra

O espetáculo O Chifrudo, estreou no Teatro Mesbla, com 1 hr e 40 min. de duração, em 25 de abril de 1978, com direção de Paulo Afonso Grisolli, trazendo em seu elenco original Vera Godinho, Yara Cortes, Julio Diniz, Lícia Magna e Jorge Nobre. A montagem trazia duas veteranas dos palcos e da TV, Yara Cortes e Lícia Magna, em participações especiais nos papéis das velhas vizinhas que tumultuam a vida da adúltera Dayse. Devido a compromissos com a TV, durante a temporada da peça, Yara Cortes, recém saída do sucesso de D. Xepa e já gravando nova novela, estabeleceu em contrato o horário alternativo das 20:00 hr para apresentação do espetáculo nas sessões de quintas e sextas-feiras, ao invés de 21:00 hr, como era comum na época.

Bibliografia

  • SOUSA, José Galante, Enciclopédia de literatura brasileira - Fundação de Assistência ao Estudante, 1990 - 1379 páginas.
  • COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v.
  • Arquivo Nacional - Divisão de Censura de Diversões Públicas
  • Arquivo de jornais e períodicos do acervo da Biblioteca Nacional
  • Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT
  • Editora Agbook

Links Externos

  • Wikipédia [1]
Ferramentas pessoais