Maria Fernanda

De Enciclopedia do Teatro

Maria Fernanda

Maria Fernanda
Nome completo Maria Fernanda Meireles Correia Dias
Data de nascimento 1928
Local de nascimento Rio de Janeiro/RJ
Ocupação Atriz
Página oficial



Maria Fernanda (Rio de Janeiro/RJ, 1928) é atriz.

Tabela de conteúdo

Biografia

Maria Fernanda Meireles Correia Dias nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1928, filha da poeta Cecília Meireles e do pintor Correia Dias, estudou teatro na Escola de Arte Dramática Old Vic, em Bristol, Inglaterra. Estreia como atriz, em 1948, no Teatro do Estudante do Brasil (TEB), de Paschoal Carlos Magno, interpretando Ofélia, em "Hamlet", de William Shakespeare, com direção de Hoffmann Harnisch, adotando o nome de Maria Fernanda.

Com seu timbre de voz forte e peculiar, participa, em 1954, de três montagens da Companhia Dramática Nacional: "As Casadas Solteiras", de Martins Pena, direção de José Maria Monteiro; "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, direção de Bibi Ferreira; e "Cidade Assassinada", de Antonio Callado. Em 1962 e 1963, atua em uas montagens diferentes de "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams, uma com direção de Augusto Boal, em São Paulo, e a outra dirigida por Flávio Rangel, na temporada carioca, pela qual recebe os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz de 1963.

Neste mesmo ano, vai para Paris e faz um curso com o ator e mímico Jean Louis Barrault. Ao voltar para o Brasil, em 1965, protagoniza "Santa Joana", de Bernard Shaw, dirigida por Flávio Rangel. Em 1970, recebe o Prêmio Molière por seu trabalho na montagem carioca de "O Balcão", de Jean Genet, dirigida por Eros Martim. Volta a trabalhar com esse diretor em 1971, em "Senhorita Júlia", de August Strindberg, "Jardim das Delícias", de Fernando Arrabal.

Em temporada paulista, no Teatro Oficina, atua em "As Três Irmãs", de Anton Tchecov, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em 1972. E, em 1979, faz parte do elenco da estreia do texto de Leilah Assumpção, "Vejo Um Vulto na Janela, Me Acudam Que Sou Donzela", dirigido por Emílio Di Biasi.

Na televisão, destacou-se em novelas como "Gabriela" (1975), "Pai Herói" (1979) e "Dona Beija" (1986). No cinema, estreou em 1946, no filme “Sempre Resta Uma Esperança”, seguido de uma adaptação do romance "Terra Violenta", de Jorge Amado, para a Atlântida. Ao todo foram 18 filmes, com destaque para “Luz Apagada” (1953) e "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil" (1995), de Carla Camurati, onde interpreta D. Maria Louca.

Teatro

  • 1948- Hamlet, de William Shakespeare, direção de Hoffmann Harnisch
  • 1950- Dorotéia, de Nelson Rodrigues, direção de Ziembinski
  • 1954- Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, direção de Bibi Ferreira
  • 1954- As Casadas Solteiras, de Martins Pena, direção de José Maria Monteiro
  • 1954- A Cidade Assassinada, de Antonio Callado, direção de Mario Brasini
  • 1960- Rio de Janeiro RJ - Verde que Te Quero Verde, de Federico Garcia Lorca, direção de Amir Haddad
  • 1962- Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, direção de Augusto Boal
  • 1962- Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, direção de Flávio Rangel
  • 1963- Oito Mulheres, de Robert Thomas, direção de Luís de Lima
  • 1965- Santa Joana, de Bernard Shaw, direção de Flávio Rangel
  • 1970- O Balcão, de Jean Genet, direção de Eros Martim
  • 1971- Senhorita Júlia, de August Strindberg, direção de Eros Martim
  • 1971- Jardim das Delícias, de Fernando Arrabal, direção de Eros Martim
  • 1972- As Três Irmãs, de Anton Tchecov, direção de José Celso Martinez Corrêa
  • 1973- Raimunda, Raimunda, de Francisco Pereira da Silva, direção de Paulo Afonso Grisolli
  • 1979- Vejo um Vulto na Janela, Me Acudam que Sou Donzela, de Leilah Assumpção, direção de Emílio Di Biasi
  • 1980- Quem Casa Quer Casa e Outras Coisas Mais, de Martins Pena, direção de Wolf Maia
  • 1980- Como Agitar Seu Apartamento, de J. P. Grédy e Pierre Barillet, direção de Kiko Jaess
  • 1983- O Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, direção de Maria Fernanda
  • 1984- E O Vento Não Levou, de Robert MacDonald, direção de Roberto Vignati

Cinema

  • 1947- Sempre Resta uma Esperança, de Nélson Schultz
  • 1948- Terra Violenta, de Edmond F. Bernoudy e Paulo Machado
  • 1949- A Mulher de Longe, de Orlando Guy
  • 1953- Luz Apagada, de Luciano Pessoa
  • 1956- The Amazon Trader, de Tom McGowan
  • 1958- Nobreza Gaúcha, de Rafael Mancini
  • 1958- Tumulto de Paixões, de Zygmunt Sulistrowski
  • 1972- Hijazo de mi Vidaza, de Rafael Baledón
  • 1972- Cuna de Valientes, de Gilberto Martínez Solares
  • 1974- Ovelha Negra, Uma Despedida de Solteiro, de Haroldo Marinho Barbosa
  • 1974- Pistoleros Bajo el Sol, de Rubén Galindo
  • 1976- Amor casi... libre
  • 1977- Virilidad a la Española, de Francisco Lara Polop
  • 1978- Fim de Festa, de Paulo Porto
  • 1979- Joana Angélica, de Walter Lima Júnior
  • 1980- J.S. Brown, o Último Herói, de José Frazão
  • 1980- Al Filo de los Machetes, de José Luis Urquieta
  • 1985- Chico Rei, de Walter Lima Jr.
  • 1995- Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati
  • 2004- O Quinze, de Jurandir de Oliveira

Televisão

  • 1973- João da Silva
  • 1975- Gabriela
  • 1975- O Grito
  • 1977- Nina
  • 1979- Pai Herói
  • 1980- Dilcinéia vai à Guerra
  • 1982- Nem Rebeldes, Nem Fiéis
  • 1982- O Tronco do Ipê
  • 1983- Moinhos de vento
  • 1986- Dona Beija
  • 1986- Mania de Querer
  • 1988- Olho por Olho
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