Cia. In.Co.Mo.De-Te
De Enciclopedia do Teatro
A Cia. In.Co.Mo.De-Te foi criado em 2005, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Desde sua fundação, já montou os espetáculos “Mamãe foi pro Alaska”, livre adaptação do texto “True West”, de Sam Shepard, dirigido por Ramiro Silveira; “O Gordo e o Magro vão para o céu”, texto de Paul Auster, com direção de Liane Venturella e Nelson Diniz; e “Dentro Fora”, baseado no texto “Hide and Seek”, também de Paul Auster, dirigido por Carlos Ramiro Fensterseifer com Trilha Sonora Original de Álvaro RosaCosta, Desenho de Luz de Cláudia de Bem e Figurino, Caracterização e Projeto Gráfico de Rodrigo Nahas fagundes.
O espetáculo “Mamãe foi pro Alaska”, realizado em parceria com o grupo Teatro Estúdio, recebeu o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2005, teve sete indicações ao Prêmio Açorianos de Teatro 2006, vencendo na categoria de melhor atriz coadjuvante, e cinco indicações para o Prêmio Quero-Quero Sated 2006, vencendo nas categorias de melhor ator e atriz coadjuvante.
“O Gordo e o Magro vão para o Céu” recebeu o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2007, e cinco indicações ao Prêmio Açorianos de Teatro 2008, vencendo a categoria de melhor ator.
“Dentro fora” é a última montagem do grupo e foi financiada pelo Fumproarte 2008 da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Foi indicada ao Prêmio Açorianos de Teatro 2009 em oito categorias e venceu as categorias de melhor ator e cenário. Neste mesmo ano fez temporada em São Paulo à convite do Itau Cultural. Em 2010 recebeu o prêmio Braskem de "Melhor Espetáculo"e "Direção". [[1]] Em 2011 Participou de diversos Festivais pelo Brasil e do Palco Giratório Nacional Sesc.
"Num registro ascético, distantemente clownesco, Dentro Fora, do Rio Grande do Sul, é uma inesperada proposta, que demonstra acabamento e limpeza visual, sintonizados com a crueza do texto de Paul Auster. O casal, confinando em caixas, com seu discurso emocional esgotado pela semântica da aridez da perda das reais significações, dialoga com o mundo ao qual já não se inclui. De fora, que sabem não ser mais possível fazer parte, os mantém dentro, onde se pode, ao menos, representar, o que não mais existe no exterior. A encenação de Carlos Ramiro Fensterseifer é descarnada de drama, como pede o universo derrisório de Auster, mas preenchida por um colorido desbotado de contrastes frios. O vazio que existe de ambos os lados, se encontra numa cenografia em que dois aquários, muito bem iluminados pela sutileza das mudanças, que determinam variações de cor nos figurinos e na caracterização do casal de atores, se destacam como quadros vivos. O adensamento da cena, que não se deixa contaminar pelo formalismo estetizante, encontra em Liane Venturella e Nelson Diniz, um par que desempenha com rigor e depuramento esse sofisticado espetáculo de apenas 45 minutos." (Macksen Luiz-Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia)
